A Federação Francesa de Futebol (FFF) decidiu nesta quinta-feira (10/9) não apoiar a reeleição de Gianni Infantino à presidência da Fifa. A mudança foi aprovada pelo comitê executivo da entidade e altera o posicionamento adotado anteriormente pelos franceses.
Com a decisão, a FFF passou a integrar o grupo formado por Suécia, Itália, Escócia e Bélgica, que defende a troca de comando na Fifa. Inicialmente, a França havia assinado um documento favorável à continuidade de Infantino no cargo de presidente da organização.
A retirada do apoio ocorre durante a crise envolvendo o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária planejada para administrar os direitos comerciais de competições. A proposta previa a venda de 20% da empresa a investidores externos, com expectativa de arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).
O plano foi retirado quatro dias depois de ser divulgado, após rejeição de confederações continentais e federações nacionais. A crise também provocou uma disputa judicial entre Fifa e Uefa.
Disputa entre Fifa e Uefa
A Fifa acusa a Uefa de promover uma “campanha difamatória” no processo que investiga a criação da Fifa Forward Enterprise. A entidade europeia pediu à Justiça dos Estados Unidos a divulgação de documentos da Fifa e mencionou possíveis acusações criminais contra a organização.
A Uefa também acusou a Fifa de “má gestão” e de estabelecer “um preço fora de mercado promovido de forma fraudulenta por Infantino em benefício próprio”. A Fifa contestou as acusações e solicitou à Justiça que rejeite o pedido apresentado pela entidade europeia.








