Gianni Infantino vai disputar novamente a presidência da Fifa na eleição marcada para março de 2027. A confirmação foi feita neste domingo por um porta-voz da entidade, que reafirmou que a decisão anunciada em abril continua válida.
"O presidente da Fifa anunciou em abril que se candidataria em 2027. Claro, nada mudou. O sr. Infantino será candidato", afirmou a assessoria.
Infantino, de 56 anos, está no comando da Fifa desde 2016. Ele foi reconduzido ao cargo em 2019 e 2023. A votação ocorrerá durante o congresso da entidade no Marrocos e poderá dar ao dirigente um terceiro mandato.
O período para o registro de candidaturas de opositores termina em 18 de novembro. Nos últimos meses, Infantino recebeu apoio de algumas federações, mas também enfrentou pedidos públicos para deixar a presidência.
Questionado no sábado sobre seu futuro, o dirigente não comentou diretamente o assunto durante uma viagem à Polônia. A declaração ocorreu na abertura da Copa do Mundo feminina sub-20. "Vai haver um lugar e um momento apropriados para falar disso. Não é hoje, não é aqui", disse.
Disputa política
A crise na entidade aumentou depois de uma tentativa de vender parte dos direitos da Copa do Mundo a investidores privados. O plano não avançou, mas provocou reação política dentro da Fifa e ampliou a disputa por influência.
A oposição a Infantino se articula principalmente a partir da Uefa e também envolve a Concacaf, Confederação da América Central, do Norte e do Caribe. A eleição de 2027 pode influenciar os rumos da Copa do Mundo e do Mundial de Clubes, cuja ampliação é defendida pelo presidente.
Também há divergências sobre o formato da Copa. A Conmebol defende que o torneio passe de 48 para 64 seleções, proposta que enfrenta resistência pública da Uefa e da Concacaf.








