NEPAL — O Exército nepalense passou a usar drones para levar alimentos, medicamentos, combustível e outros itens essenciais a comunidades isoladas após as inundações fatais que atingiram a fronteira entre Nepal e Tibete, território autônomo da China, em 26 de agosto.
A destruição de estradas e pontes bloqueou o acesso às áreas afetadas. A maior parte dos helicópteros está envolvida em operações de busca e resgate, o que reduziu as alternativas para transportar ajuda. Santosh Budhathoki, piloto de drones contratado pelo Exército do Nepal, afirmou que as aeronaves são a principal opção disponível para a entrega dos suprimentos.
A catástrofe foi provocada pelo colapso de uma geleira no Himalaia. Pelo menos 1.399 pessoas morreram, e o paradeiro de mais de 5.500 continua desconhecido. Entre os desaparecidos estão quase 800 estrangeiros que viajavam para fazer trilhas no Himalaia e peregrinos hindus em uma jornada espiritual no monte sagrado Kailash, no Tibete.
Operação com drones
As aeronaves são usadas em distâncias de 3 a 4 quilômetros e conseguem transportar até 60 quilos por viagem. Quatro drones DJI FlyCart 100, doados pela China como parte de um pacote de ajuda, fazem entre 10 e 16 entregas por dia.
Drones equipados para reconhecimento participam das operações de busca e resgate. Alguns também transportam os corpos de vítimas retiradas das áreas mais atingidas pelas inundações.
Milan Pandey, da Airlift Technology, empresa que opera os drones, disse que as viagens de ida e volta começam cedo e são realizadas de forma contínua. Ele também afirmou que, devido à geografia e ao terreno do Nepal, os equipamentos podem ser mais rápidos, ágeis e baratos.








