A ONU e organizações humanitárias lançaram um apelo de US$ 49,6 milhões, cerca de 256 milhões de reais, para atender comunidades atingidas por inundações repentinas na fronteira entre o Nepal e a China. Mais de 84.000 pessoas foram afetadas e precisam de abrigo, alimentos e assistência médica.
Autoridades dos dois países informaram que pelo menos 1.375 pessoas morreram e mais de 5.000 seguem desaparecidas. A dimensão dos danos também dificultou a chegada das equipes de ajuda. Estradas foram danificadas e pontes desabaram, deixando algumas áreas acessíveis apenas por helicópteros.
A operação aérea depende de coordenação do governo para garantir a segurança do espaço aéreo. Essa exigência pode diminuir o ritmo da distribuição de assistência, conforme as informações humanitárias divulgadas.
Necessidades urgentes
Cerca de 35.000 pessoas precisam de um local temporário e seguro para morar depois de perderem suas casas. Outras 43.000 estão sob risco imediato de insegurança alimentar por causa da dificuldade de acesso a suprimentos e da perda dos meios de subsistência.
Os danos atingiram hospitais e interromperam serviços de saúde. Algumas unidades sofreram diferentes níveis de avarias, enquanto outras enfrentam falta de profissionais e equipamentos, problema agravado pelas inundações.
Lila Pieters Yahia, coordenadora residente da ONU no Nepal, afirmou: “Famílias perderam tudo: seus entes queridos, suas casas e seus meios de subsistência”. Ela disse que o apelo pretende levar recursos, abrigo, atendimento médico, água potável e proteção às comunidades de acesso mais difícil antes da chegada do inverno.
O pedido de recursos foi divulgado ontem pelo OCHA, Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, e pela coordenadora residente da ONU no Nepal.








