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Afeganistão diz ter matado 28 combatentes que vieram do Paquistão
Foto: 31/5/2019 REUTERS/Omar Sobhani
Mundo

Afeganistão diz ter matado 28 combatentes que vieram do Paquistão

Ministério da Defesa afegão afirmou que 32 pessoas ficaram feridas durante confronto em Nuristão; Paquistão negou envolvimento.

O Ministério da Defesa do Afeganistão informou neste domingo (27) que suas forças mataram 28 combatentes e feriram 32 na província de Nuristão. Segundo o governo afegão, o grupo cruzou a fronteira vindo do Paquistão e incluía integrantes do Estado Islâmico.

A operação ocorreu no distrito de Kamdesh, próximo à fronteira, depois que os combatentes entraram na região no sábado (26) com a intenção de realizar ataques. O ministério afirmou que os sobreviventes recuaram para o lado paquistanês, em direção a posições de milícias.

Acusações e negativa

O Ministério da Defesa afegão disse que milícias paquistanesas apoiaram o grupo e que a maioria dos combatentes era formada por ex-membros das forças de segurança do governo afegão. Também acusou a inteligência paquistanesa de levar esses ex-integrantes ao Paquistão, treiná-los e enviá-los para Nuristão.

O Ministério da Informação do Paquistão rejeitou as acusações em uma publicação no X, classificando-as como “frívolas, infundadas e desprovidas de qualquer verdade”. A pasta negou a participação de forças de segurança ou agências de inteligência paquistanesas nos confrontos e disse que não recrutou, treinou ou facilitou as atividades de grupos militantes no Afeganistão.

O governo paquistanês afirmou ainda que o Afeganistão não apresentou provas do envolvimento de Islamabad e contestou um vídeo divulgado nas redes sociais, dizendo que as imagens foram encenadas.

O episódio aconteceu menos de uma semana depois de ataques aéreos paquistaneses no Afeganistão, realizados em 21 de setembro. Islamabad afirmou que os ataques mataram 28 militantes. Autoridades afegãs disseram que civis morreram, e a missão da ONU no Afeganistão confirmou três mortes de civis.

As versões apresentadas pelos governos e os números de vítimas não tiveram verificação independente.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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