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Trump recusa proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz
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Trump recusa proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA rejeitou plano que previa cessar-fogo de 7 dias, retomada das negociações nucleares e reabertura da passagem.

Donald Trump rejeitou uma proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação comercial em 7 dias. O plano também previa um cessar-fogo, a retomada das negociações sobre o programa nuclear e a suspensão do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.

O presidente americano disse a repórteres na Casa Branca que a proposta não seria aceitável. Trump afirmou ainda que os Estados Unidos têm “controle total” do estreito. Um funcionário americano declarou que o país está em uma posição forte e não tem pressa para negociar.

Na sexta-feira (25/9), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que um acordo poderia ser alcançado se as condições necessárias fossem atendidas. Segundo ele, essas condições estão em um memorando de entendimento assinado pelos dois países em junho.

Reação do Irã

Araghchi disse que Teerã ainda espera uma resposta formal de Washington. O ministro afirmou que a reabertura do estreito continua condicionada às exigências do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou em entrevista que o cessar-fogo começaria no mesmo dia em que fosse aceito. Ele também disse que o Irã permitiria a entrada de inspetores nucleares da ONU no país se os Estados Unidos aprovassem a proposta.

O memorando assinado em 18 de junho tinha 14 pontos e previa um cessar-fogo, a reabertura, ao menos parcial, do Estreito de Ormuz, o fim das operações militares em todas as frentes e o alívio das sanções. O documento também estabelecia que o Irã não teria uma arma nuclear e buscaria garantir a passagem segura de embarcações comerciais.

O acordo foi interrompido depois que os dois lados retomaram os ataques. O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos atacaram instalações iranianas na região, petroleiros e mantiveram o bloqueio aos portos do país.

A passagem, por onde normalmente circula cerca de um quinto do suprimento mundial de gás e petróleo, está efetivamente fechada desde o início da guerra, em fevereiro. Dados de transporte marítimo indicam uma média de cerca de 18 travessias por dia nos últimos 10 dias, com registros diários de apenas nove embarcações em alguns períodos.

A crise também envolve os houthis do Iêmen, aliados do Irã. O grupo intensificou ataques contra as exportações de petróleo da Arábia Saudita pelo Mar Vermelho. No sábado, a coalizão liderada pelos sauditas afirmou ter interceptado dois mísseis balísticos e drones lançados contra o país.

Trump afirmou na Assembleia Geral da ONU que acredita em um acordo com o Irã após as eleições de novembro. Araghchi, porém, disse que o Irã não aceita coerção, ameaças ou intimidação e que a paz não pode ser construída com ameaças de aniquilação.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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