TIRANA — O governo da Albânia propôs transformar uma área de 27 hectares, na capital do país, em um Estado soberano destinado à Ordem Bektashi. Se a iniciativa for aprovada, o território poderá se tornar o menor país do mundo, com tamanho inferior a um terço do Vaticano.
A proposta é do primeiro-ministro albanês, Edi Rama. O projeto prevê que o chamado Estado Soberano da Ordem Bektashi tenha administração própria, em um modelo parcialmente inspirado na estrutura do Vaticano. A medida é apresentada como uma forma de reconhecer a atuação da comunidade religiosa na Albânia.
Tradição religiosa
A Ordem Bektashi é uma comunidade islâmica de tradição mística. Sua história é associada à tolerância religiosa e ao diálogo com outras crenças e filosofias. No último censo, pouco menos de 5% da população albanesa se identificou como Bektashi.
A proposta também se relaciona à trajetória política do país. Sob o regime comunista de Enver Hoxha, a Albânia se tornou, em 1967, o primeiro Estado oficialmente ateu do mundo e proibiu as práticas religiosas. Com a queda do regime, no início dos anos 1990, diferentes comunidades voltaram a exercer suas atividades.








