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Argentina, Chile e Colômbia ampliam medidas contra a imigração
Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
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Argentina, Chile e Colômbia ampliam medidas contra a imigração

Governos adotaram ações que incluem expulsões, detenções prolongadas e restrições à entrada de estrangeiros.

Argentina, Chile e Colômbia endureceram suas políticas de imigração em menos de três meses, com medidas que se aproximam da abordagem adotada por Donald Trump nos Estados Unidos desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025.

As ações incluem restrições à entrada de estrangeiros, operações para expulsar imigrantes sem documentação e mudanças nas regras de detenção. Os três governos são liderados por presidentes alinhados a Trump, em um cenário de fortalecimento da direita na América Latina.

Medidas adotadas

No Chile, José Antonio Kast anunciou, em 1º de junho, um plano para incentivar o retorno voluntário de imigrantes não documentados aos países de origem. A proposta prevê que eles possam solicitar novamente a entrada no país.

“Eles poderão solicitar novamente a entrada em nosso país, mas pela porta da frente, não pelos fundos”, afirmou Kast. O presidente também anunciou uma reforma para ampliar de cinco para 60 dias o período de detenção de um imigrante antes da expulsão, com possibilidade de novas prorrogações.

Outra iniciativa chilena amplia a definição de tráfico de migrantes. A regra passaria a abranger quem facilita a entrada ou a saída do Chile e quem transporta pessoas indocumentadas dentro do país.

Na Argentina, o presidente Javier Milei assinou, em 29 de julho, um decreto que proíbe a entrada ou determina a expulsão de estrangeiros que promovam ou incentivem mensagens de ódio, discriminação ou violência contra argentinos, além de pessoas que profanem símbolos nacionais.

Na Colômbia, Abelardo de la Espriella anunciou, em 24 de agosto, operações imediatas para expulsar imigrantes indocumentados ou estrangeiros que cometam crimes. “Não aceitarei imigração ilegal aqui. Colombianos em primeiro lugar, colombianos em segundo e colombianos em terceiro”, declarou durante uma reunião com autoridades.

A agência de imigração colombiana informou que cinco estrangeiros foram expulsos em 28 de agosto, em Bucaramanga, no departamento de Santander. Eles foram considerados um risco à segurança nacional por histórico de porte de armas, brigas, desrespeito à autoridade e uso de drogas em locais não autorizados. Outro estrangeiro com antecedentes criminais foi deportado em Cundinamarca.

Motivações e resultados

Os professores Patricio Navia, da Universidade de Nova York, e Lucas Martínez-Villalba, do Tecnológico de Monterrey, divergem sobre o objetivo das medidas. Navia avalia que os governos não necessariamente tentam copiar os Estados Unidos, mas respondem a problemas locais relacionados à migração.

No Chile, o Serviço Nacional de Migração registrou mais de 1,9 milhão de imigrantes em 2023, alta de 46,8% ante os 1,3 milhão de 2018. Venezuelanos formavam o maior grupo, com 728 mil pessoas, seguidos por peruanos, com 260 mil, e colombianos, com 209 mil.

Martínez-Villalba afirmou que a Colômbia recebeu aproximadamente 2,8 milhões de venezuelanos nos últimos anos, segundo estimativas da OIM. Cerca de 7,89 milhões de pessoas deixaram a Venezuela.

Para o professor, além de enfrentar desafios internos, os governos podem buscar apoio político e comercial dos Estados Unidos. Ele disse que a eficácia das medidas ainda é incerta, especialmente se o objetivo for reduzir gastos públicos ou a insegurança.

Os resultados das novas políticas ainda não estão consolidados. A agência colombiana afirmou que as operações começaram há poucos dias. Navia também destacou que expulsar migrantes é uma tarefa complexa e dispendiosa, enquanto Martínez-Villalba avaliou que o sucesso pode ser maior caso o objetivo principal seja enviar um gesto político a Trump.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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