A candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) perdeu força na última votação informal do Conselho de Segurança. A ex-presidente do Chile recebeu 1 voto a favor e 11 contra. Rebeca Grynspan, economista e ex-vice-presidente da Costa Rica, liderou a consulta, com nove votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção.
Neste sábado (19/9), Bachelet anunciou a retirada da candidatura. A tentativa de levá-la ao cargo havia sido articulada pelo Brasil e pelo México para suceder António Guterres, que ocupa a função desde 2017.
Em comunicado enviado à ONU, Bachelet defendeu que o próximo secretário-geral seja uma mulher da América Latina. “Continuo acreditando que as Nações Unidas precisam e merecem ser lideradas por uma mulher”, declarou. Ela afirmou também que a região reúne experiência e valores para conduzir a instituição.
Apoio à candidatura
Em uma publicação nas redes sociais, a ex-presidente agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente do México, Claudia Sheinbaum, pelo apoio à candidatura. Bachelet também mencionou o povo do Chile e cidadãos de outros países que manifestaram apoio durante a jornada.
O processo de escolha do próximo secretário-geral pode durar alguns meses, e a ONU deve tomar uma decisão nos próximos dias. O mandato de Guterres termina no fim de dezembro.
A definição depende da articulação entre os países. A Assembleia Geral, formada por 193 membros da ONU, decide a escolha, mas o candidato precisa antes ser recomendado pelo Conselho de Segurança, conforme a Carta da ONU. O órgão tem 15 membros: 10 rotativos e cinco permanentes.








