O Pentágono retomou a exigência de exames para identificar níveis baixos de testosterona em militares dos Estados Unidos com 30 anos ou mais. A medida vale, por enquanto, apenas para homens e estabelece protocolos uniformes de triagem e tratamento.
A nova diretriz determina que os testes façam parte das avaliações periódicas de saúde e dos exames físicos anuais. Militares mais jovens poderão ser examinados quando solicitarem ou houver indicação clínica. O Pentágono informou que divulgará, futuramente, orientações específicas para militares do sexo feminino.
A decisão foi anunciada pelo porta-voz Sean Parnell na quinta-feira (17). “Com efeito imediato, esta diretriz aborda a deficiência de testosterona em homens, estabelecendo protocolos uniformes de triagem e tratamento”, afirmou ele em um comunicado.
Profissionais de saúde alertaram que o uso inadequado do hormônio pode aumentar o risco de infertilidade entre militares e provocar outras consequências para a saúde. A versão anterior da diretriz havia sido suspensa no início de setembro “para permitir atualizações”. Não foi informado quais mudanças foram feitas.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, havia anunciado a obrigatoriedade da triagem pela primeira vez em julho. Ele defende o uso de testosterona para melhorar a prontidão militar. Na regra anterior, mulheres também seriam submetidas a uma triagem por questionário e poderiam iniciar tratamento para condições associadas a desequilíbrios hormonais.
A retomada ocorre durante mudanças na posição da FDA sobre a terapia com testosterona em homens. No ano passado, a agência retirou o alerta de destaque sobre o aumento do risco cardiovascular nos produtos, após analisar estudos de pós-comercialização. Os medicamentos ainda trazem advertências sobre aumento da pressão arterial.
Em junho, a FDA pediu aos fabricantes que retirassem dos rótulos a informação de que a segurança e a eficácia da reposição não estavam estabelecidas para homens com hipogonadismo relacionado à idade. Os produtos seguem aprovados para homens com níveis baixos associados a uma condição médica subjacente.
Não há produto de testosterona aprovado pela FDA para mulheres. Grupos médicos geralmente recomendam o hormônio para casos persistentes de falta de desejo sexual relacionada à menopausa e consideram insuficientes as evidências para usos como aumento de energia, cognição ou massa muscular.








