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EUA discutem reduzir tropas e bases no Oriente Médio após guerra com Irã
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EUA discutem reduzir tropas e bases no Oriente Médio após guerra com Irã

Militares e agentes de inteligência avaliam cortes, mas cerca de 50 mil soldados ainda permanecem na região e não há prazo definido.

Militares e integrantes da comunidade de inteligência dos Estados Unidos discutem reduzir tropas e instalações no Oriente Médio caso o governo Donald Trump consiga encerrar o conflito com o Irã. Não há, porém, uma ordem formal nem prazo definido para uma revisão da presença americana na região.

As conversas ocorrem após ataques iranianos contra bases e instalações dos EUA. Segundo fontes familiarizadas com as discussões, os confrontos mataram 18 militares americanos e expuseram vulnerabilidades na infraestrutura mantida no Oriente Médio.

Atualmente, cerca de 50 mil soldados permanecem na região, além de dois porta-aviões e mais de uma dúzia de contratorpedeiros com mísseis guiados. Agentes da CIA que haviam sido enviados de volta aos Estados Unidos durante a fase mais intensa dos combates estão sendo reenviados ao Oriente Médio.

O Exército americano avalia reforçar a proteção das tropas que continuarem na área. Entre as possibilidades está transferir algumas instalações para estruturas subterrâneas, mais protegidas contra mísseis e drones.

Possíveis mudanças na presença militar

Os militares elaboraram planos para alterar a estrutura das forças americanas já no próximo ano. As propostas incluem manter posições estratégicas para o lançamento de aeronaves enquanto o conflito estiver em andamento e, em alguns casos, não reconstruir instalações destruídas ou gravemente danificadas.

O Pentágono também considera reduzir tropas em países do Golfo e transferir uma parcela maior da responsabilidade pela defesa para parceiros regionais. Para a CIA e o comando de operações especiais, uma alternativa seria manter pessoal e equipamentos nos Estados Unidos, enviá-los para missões específicas e depois trazê-los de volta.

Um oficial americano afirmou que as Forças Armadas “não discutirão deliberações internas e não especularão sobre a postura futura das forças por razões de segurança operacional”. A CIA recusou-se a comentar.

As instalações americanas no Bahrein, no Catar, na Arábia Saudita e no Kuwait foram atingidas por drones e mísseis iranianos. O posto avançado da CIA em Riad, na Arábia Saudita, foi efetivamente destruído, segundo um funcionário americano e um ex-oficial de inteligência.

Histórico de expansão e recuos

Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos ampliaram sua rede militar e de inteligência para apoiar operações no Iraque, Afeganistão, Síria, Irã, Iêmen e Líbia. Em 1998, havia cerca de 27 mil militares da ativa na região. Dois anos após os ataques, o número chegou a cerca de 250 mil durante a invasão do Iraque.

Entre 2007 e 2011, a presença americana oscilou, mas não caiu abaixo de aproximadamente 100 mil militares. Em 2011, Barack Obama anunciou a retirada de dezenas de milhares de soldados do Afeganistão e retirou tropas de combate do Iraque. A presença americana, contudo, continuou variando entre 30 mil e 60 mil nos anos seguintes.

O chefe de Operações Navais, almirante Daryl Caudle, afirmou que o pessoal americano não retornaria ao Bahrein, sede tradicional da 5ª Frota, “tão cedo”. O local abriga uma das estruturas militares afetadas pelo conflito.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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