O governo colombiano prepara um “estatuto antiterrorista” para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas. A proposta deve ser enviada ao Congresso, enquanto o presidente Abelardo de la Espriella conduz uma ofensiva contra grupos armados e estruturas ligadas ao narcotráfico.
Nos primeiros 36 dias de gestão, Espriella afirmou que foram feitas 17.147 prisões e que 24 líderes criminosos foram atingidos. Desse total, 19 foram capturados e cinco morreram. As operações também envolvem bombardeios contra acampamentos de guerrilheiros na Amazônia e na fronteira com a Venezuela.
A presença de menores entre as vítimas levou a Justiça a impor restrições aos ataques. O presidente disse respeitar as decisões, mas afirmou que pretende contestá-las.
Parceria com Washington
Em meio à política de segurança, a Colômbia informou nesta quarta-feira (16/9) que articula ações com países da região e parceiros internacionais contra o narcoterrorismo e o crime organizado transnacional. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que a cooperação com os Estados Unidos terá como prioridades a soberania e os interesses nacionais.
A chancelaria declarou que o país quer contribuir para a segurança hemisférica e que a política externa será conduzida pelos princípios de reciprocidade e benefício mútuo.
A aproximação com Washington ganhou força após a reunião entre Espriella e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Barranquilla. O encontro foi descrito pelo governo colombiano como o início da reconstrução da aliança estratégica entre os dois países.
Segundo Espriella, Colômbia e Estados Unidos avançaram em uma agenda para reforçar a segurança regional, combater o narcoterrorismo, cooperar em questões de fronteira e ampliar oportunidades de investimento. Rubio afirmou que Washington pretende aumentar a cooperação de segurança com o governo colombiano. A reunião também tratou de energia e minerais estratégicos.
A nova etapa prioriza a cooperação em segurança e o combate ao narcotráfico, em contraste com episódios de tensão registrados durante o governo do ex-presidente Gustavo Petro e a administração de Donald Trump nos Estados Unidos.








