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Texas vive cenário favorável aos democratas antes da eleição estadual

Mudanças no voto latino, pressão econômica e novos candidatos ampliam as esperanças democratas, embora os republicanos mantenham vantagem financeira.

Os democratas avaliam que o Texas pode oferecer, neste outono, a maior oportunidade em quase duas décadas para interromper o domínio republicano sobre o governo estadual. A mudança no voto latino, os efeitos da inflação e das tarifas e o crescimento da inteligência artificial estão entre os fatores que alimentam essa expectativa.

O Partido Republicano controla todos os cargos estaduais do Texas há quase duas décadas. O governador Greg Abbott tenta a reeleição com uma campanha que tinha quase US$ 70 milhões em caixa no início deste verão. Grupos aliados a Donald Trump e Elon Musk também devem investir na disputa.

A democrata Gina Hinojosa concorre ao governo estadual. Ao lado dela, James Talarico disputa uma vaga no Senado contra o procurador-geral Ken Paxton. Segundo Hinojosa, os democratas contam neste ano com uma coordenação eleitoral mais forte e com candidatos competitivos em diferentes níveis.

Pela primeira vez desde pelo menos 1972, os democratas lançaram candidatos para todas as cadeiras da Assembleia estadual. O grupo Powered by People, de Beto O’Rourke, participou do recrutamento e reuniu quase 100 mil números de celulares ao registrar e organizar eleitores, principalmente em campi universitários.

Mudanças entre eleitores latinos

Uma pesquisa do Texas Politics Project/Universidade do Texas mostrou mudança na avaliação de Donald Trump entre os latinos do estado. O levantamento apontou 51% de visão desfavorável e 41% favorável, contra uma divisão de 48% para cada lado em outubro de 2024.

A campanha de Hinojosa calcula que ela e Talarico poderiam vencer se repetissem a porcentagem do voto latino obtida por O’Rourke em 2018 e mantivessem o desempenho entre os demais eleitores. O senador Ruben Gallego afirmou ver no Texas possibilidades semelhantes às que encontrou no Arizona em 2024.

A região do Vale do Rio Grande é central para a estratégia democrata. Os republicanos apostam que os latinos que deram grandes vitórias a Trump nos quatro condados da área continuarão apoiando o partido mesmo quando ele não estiver na cédula.

Bobby Pulido, que disputa uma cadeira na Câmara contra Mónica de la Cruz, tenta atrair eleitores com uma mensagem baseada em valores conservadores e na situação econômica da região. No mês passado, ele participou de um comício com 2.500 pessoas em Beeville, cuja população é 64% latina e deu 70% dos votos a Trump na última eleição.

Economia e campanha

O setor da construção enfrenta aumento nos preços da madeira e de outros materiais, inflação, juros mais altos e alta histórica do diesel. As operações de fiscalização migratória em locais de trabalho também afetaram a disponibilidade de trabalhadores, segundo Ronnie Cavazos, presidente da South Texas Builders Alliance.

Os democratas tentam associar essas dificuldades ao governo republicano e explorar o descontentamento com o custo de moradia, energia, impostos e saúde. Hinojosa também busca apoio de eleitores independentes e de pessoas ligadas aos movimentos MAHA e MAGA.

A campanha de Abbott afirma que o governador reduziu impostos, controlou gastos e pretende diminuir custos de propriedades, moradia, seguros, saúde, eletricidade e faculdade. Eduardo Leal, secretário de imprensa de Abbott, disse que Hinojosa representa impostos mais altos e custos maiores.

Apesar das oportunidades identificadas pelos democratas, o Texas continua sendo um estado de maioria republicana. Trump venceu ali por 14 pontos dois anos atrás, enquanto Abbott derrotou O’Rourke por 11 pontos quatro anos atrás. A campanha do governador planeja visitar milhões de residências e gastar milhões de dólares em anúncios.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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