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The Economist aponta questionamentos sobre Moraes e o Supremo em ano eleitoral
Foto: Luiz Silveira/STF
Mundo

The Economist aponta questionamentos sobre Moraes e o Supremo em ano eleitoral

Artigo associa decisões do ministro a críticas sobre o Inquérito das Fake News e às relações com o Banco Master.

A revista britânica The Economist criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal e do ministro Alexandre de Moraes em um artigo publicado na quinta-feira 10. O texto relaciona o cenário da corte à proximidade da eleição geral, marcada para 4 de outubro, e afirma que o tribunal deixou de atuar apenas como defensor da democracia para representar uma ameaça a ela.

A publicação cita o processo contra Jair Bolsonaro e afirma que Moraes tomou decisões questionáveis ao relatar ações sobre a trama golpista. Também diz que o ministro menosprezou uma proposta de Código de Ética para o STF, que previa, entre outras medidas, a prestação de contas sobre rendimentos obtidos fora do tribunal.

Inquérito das Fake News

O artigo aborda ainda o Inquérito das Fake News. Moraes deixou a relatoria nesta semana por decisão de Edson Fachin, presidente do STF. Para a revista, o sigilo e a duração do inquérito dificultam saber quantas contas em redes sociais foram censuradas.

A publicação também questiona a atuação simultânea de Moraes como vítima, acusador e juiz no caso. “Os abusos tornaram-se mais frequentes”, afirma o texto, ao criticar o uso do inquérito para blindar o processo.

Relações com o Banco Master

Outro ponto citado é o contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. O artigo afirma que o relatório da Polícia Federal sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes registra a autorização para a emissão de cartões de crédito em nome dos filhos do magistrado.

O mesmo documento, conforme a publicação, mostra que Moraes editou o texto que assegurou um pagamento milionário ao escritório de sua mulher. Ela havia firmado contrato de consultoria com Vorcaro para o banco.

Moraes e Viviane Barci de Moraes negaram qualquer ilegalidade nas relações entre o escritório e o Banco Master. O artigo também menciona que Edson Fachin propôs um código de ética após a divulgação dos vínculos, enquanto Moraes teria debochado da iniciativa.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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