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Escudo das Américas propõe sanções contra 24 grupos criminosos
Foto: Roberto Schmidt/Getty Images
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Escudo das Américas propõe sanções contra 24 grupos criminosos

Coalizão liderada pelos Estados Unidos quer congelar ativos e impor restrições a integrantes e apoiadores de organizações da região.

A aliança Escudo das Américas propôs sanções coletivas contra 24 grupos do crime organizado que atuam na região. Liderada pelos Estados Unidos, a coalizão considera essas organizações uma ameaça imediata e compartilhada.

O comunicado foi divulgado após uma reunião de líderes na sede da ONU, em Nova York. O grupo pretende aplicar congelamento de ativos e restrições migratórias e de visto a membros, associados e apoiadores das organizações. O texto também prevê responsabilidade penal para quem oferecer deliberadamente apoio material, incluindo suporte logístico.

A aliança foi fundada em março, por iniciativa do presidente Donald Trump, e reúne aliados conservadores dos Estados Unidos. Peru, Chile e Colômbia entraram recentemente no grupo. Ao todo, 15 países assinam o comunicado, que busca ampliar para a região o modelo de sanções usado por Washington.

Grupos incluídos

Os 24 grupos já foram sancionados pelos Estados Unidos. A lista inclui a Mara Salvatrucha, de El Salvador, o Tren de Aragua, da Venezuela, cartéis mexicanos e grupos armados de Brasil, Colômbia e Peru. O título da iniciativa também cita o PCC e o CV entre as organizações atingidas.

“Anunciamos hoje a primeira ação conjunta para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, afirma o comunicado.

Os signatários vão pedir ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) a ativação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), criado em 1947. O mecanismo permite formar um órgão consultivo para coordenar respostas de segurança regional.

Trump declarou na Assembleia Geral da ONU que os Estados Unidos não permitirão que ameaças contra a América avancem no hemisfério ocidental. Ele também afirmou que o país poderá usar seu poderio militar se necessário.

Cada integrante do Escudo das Américas deverá aplicar sanções e medidas retaliatórias conforme a própria legislação. O comunicado aponta como obstáculo o fato de o Tiar estar ligado à OEA, onde Brasil e México costumam se opor a iniciativas de Washington.

O Pentágono realiza há um ano operações com drones e ataques aéreos contra supostas lanchas ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico. A campanha já deixou mais de 200 mortos. Equador e Colômbia também realizam missões conjuntas, enquanto aumentam as deportações de supostos criminosos entre países vizinhos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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