HELSINQUE — A Finlândia aderiu à iniciativa da França para ampliar a cooperação europeia em torno de sua dissuasão nuclear, anunciaram nesta segunda-feira (14) os líderes dos dois países.
O programa foi apresentado pela França em março, após preocupações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o compromisso de segurança americano com a Europa e diante das implicações da guerra na Ucrânia.
O presidente finlandês, Alexander Stubb, afirmou que a iniciativa busca reforçar a segurança do continente, ampliar a responsabilidade europeia pela própria defesa e ajudar a evitar uma escalada. Em uma coletiva de imprensa em Helsinque, ele disse que os detalhes da cooperação serão definidos nas próximas etapas e que cada país poderá escolher como participar.
Stubb também declarou que o projeto foi discutido de forma ampla com os Estados Unidos e a Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte. A nova iniciativa não substitui a dissuasão nuclear da aliança, segundo o presidente.
Como funcionará
Apenas o presidente da França terá autoridade para decidir sobre o uso de armas nucleares dentro do programa. Na Otan, essa atribuição é tratada por um Grupo de Planejamento Nuclear compartilhado.
A cooperação poderá incluir exercícios conjuntos, consultas mais aprofundadas e a eventual mobilização, em curto prazo, de meios com capacidade nuclear em território de países aliados.
O ministro da Defesa da Finlândia, Antti Häkkänen, classificou a adesão como um “passo natural”. Noruega, Suécia e Dinamarca já haviam entrado na iniciativa no início do ano. Com a Finlândia, o grupo passa a reunir 10 países.
Stubb afirmou que o país não pretende autorizar o armazenamento de armas nucleares em seu território durante períodos de paz.








