SÃO PAULO — O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou nesta segunda-feira (14) que a investigação sobre o contrato de Wi-Fi da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) foi baseada em informações falsas apresentadas por um militante do PT. O caso é conduzido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nunes disse que a apuração começou após uma representação feita por um filiado ao Partido dos Trabalhadores de Sapucaia do Sul (RS), e não por iniciativa dos órgãos de controle. Segundo o prefeito, a Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público Federal declinaram da competência e encaminharam o caso ao Ministério Público Estadual e à Polícia Civil de São Paulo.
O prefeito também criticou o relatório final produzido pelas instâncias paulistas. Para ele, o documento teria reproduzido o relato do militante sem verificar as informações apresentadas.
Comparação de valores
Nunes contestou a afirmação de que a Prodam cobraria 300 reais por ponto, enquanto a Prefeitura pagaria 1.260 reais. O prefeito disse que a comparação deveria ser feita com contratos de Wi-Fi em áreas públicas, e não com a instalação de pontos em escolas.
Como referência, ele citou a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad. Segundo Nunes, a administração teria pago 6.999 reais por ponto, além de 12.000 reais para a instalação por praça.
O prefeito também diferenciou o contrato municipal do inquérito ligado ao filme Dark Horse, da produtora Karina Gama. De acordo com Nunes, a investigação no STF envolve o uso de emendas parlamentares, enquanto o acordo da capital é pago integralmente com recursos municipais. “não tem nenhum centavo de emenda”, declarou a jornalistas.
Pedido de esclarecimento
Com o avanço do caso, Nunes disse ter determinado à Procuradoria Geral do Município (PGM) que faça uma consulta formal a Flávio Dino. O objetivo é esclarecer o alcance da decisão judicial e seus efeitos sobre o contrato.
O prefeito afirmou que não é contrário às apurações. Ele defendeu, porém, que o processo esclareça os fatos e não prolongue desgastes políticos na reta final do período eleitoral.








