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Inquérito apura suspeitas sobre financiamento de filme ligado a Flávio Bolsonaro
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Inquérito apura suspeitas sobre financiamento de filme ligado a Flávio Bolsonaro

Investigação foi aberta em julho para apurar possíveis crimes envolvendo recursos do Banco Master destinados ao filme Dark Horse.

Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme Dark Horse pelo Banco Master. O inquérito foi instaurado em 22 de julho pelo ministro André Mendonça, após pedido da Polícia Federal e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.

A existência da investigação tornou-se pública depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou a retirada do sigilo de parte do caso Master, em 10/9. O inquérito sobre o filme, porém, permanecia sob sigilo na noite de 11/09 e ainda não estava disponível no sistema do STF por volta de 20h40.

O que está sob apuração

A Polícia Federal apontou Flávio como interlocutor direto de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, na produção do filme. Os investigadores também levantaram a hipótese de que Eduardo Bolsonaro tenha orientado a gestão dos recursos no exterior.

Documentos analisados pela PF e informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam uma possível rota internacional de recursos. Entre fevereiro e setembro de 2025, a empresa Entre Investimentos e Participações enviou US$ 12.333.335 ao Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos.

Um contrato localizado no telefone de Vorcaro previa investimento de US$ 24 milhões, divididos em 14 parcelas. Para a PF, os valores e o calendário das remessas se aproximam do que estava previsto no documento.

A investigação busca esclarecer a origem do dinheiro, o motivo da intermediação pela Entre Investimentos, a função do fundo Havengate e quem recebeu os valores enviados ao exterior. Também pretende identificar o papel de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mário Frias, Thiago Miranda, Fabiano Zettel, Antônio Freixo, Altiers Santana e Paulo Calixto na estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes.

A PF informou ainda que o inquérito pode levar à adoção de medidas de cooperação jurídica internacional com os Estados Unidos.

Sigilo e respostas de Flávio

Com a liberação do conteúdo, ainda falta saber se a PF realizou novas diligências, pediu providências a Mendonça ou obteve cooperação para apurações nos Estados Unidos. Fachin determinou que fossem mantidos em sigilo apenas os atos necessários ao andamento das investigações.

Flávio nega irregularidades e afirma que o financiamento foi um patrocínio privado, sem uso de dinheiro público. Em sabatina ao Jornal Nacional, disse que o assunto está “mais que esclarecido”.

As investigações indicam que mais de R$ 60 milhões foram liberados para a obra, mas a produtora ainda não detalhou nem comprovou como os recursos foram usados. Cobrado a apresentar o contrato e uma planilha sobre os gastos, Flávio afirmou que o dinheiro não foi transferido a ele e que se tratava de um patrocínio para um filme privado sobre seu pai.

Em 11/9, durante agenda de campanha no Amazonas, o candidato disse estar com “muita tranquilidade” diante da divulgação do inquérito e defendeu a transparência sobre o caso.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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