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Chanceler do Irã pede que guerra deixe de ser usada nas relações internacionais
Foto: 17 de dezembro de 2025 REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool
Mundo

Chanceler do Irã pede que guerra deixe de ser usada nas relações internacionais

Abbas Araqchi defendeu a recuperação da credibilidade do direito internacional e um multilateralismo mais eficaz e justo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, pediu neste sábado (19) que a comunidade internacional abandone o uso da guerra como instrumento central das relações entre países. Ele também defendeu a recuperação do significado e da credibilidade do direito internacional.

Araqchi discursou no Global Townhall 2026, realizado em Jacarta, na Indonésia. A participação ocorreu via Telegram, a partir de Teerã. Para o chanceler, décadas de intervenções estrangeiras, pressão militar e conflitos no Oriente Médio mostraram que a ação militar não produz segurança e que a coerção não leva à paz.

O ministro citou a situação militar de Israel em Gaza e a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã como exemplos de um padrão que classificou como fracassado. Ele afirmou que a força militar deixou de ser usada apenas como último recurso e passou a funcionar como mecanismo permanente para alterar o cenário político e de segurança da região.

“A agressão é normalizada, a escalada é institucionalizada e a destruição deixa de ser uma consequência da guerra para se tornar um instrumento de promoção de objetivos políticos”, disse Araqchi.

Direito internacional

O chanceler afirmou que o desrespeito ao direito internacional por algumas grandes potências provocou violações de direitos humanos. Também disse que, se instituições como as Nações Unidas não conseguirem enfrentar agressões e responsabilizar quem viola as regras internacionais, sua credibilidade e legitimidade serão afetadas.

Apesar das críticas, Araqchi declarou que não defende o abandono do multilateralismo. Ele disse desejar um modelo genuíno, eficaz e justo.

Na avaliação do ministro, a comunidade internacional precisa escolher entre manter o caminho do militarismo, da intervenção, do confronto e das guerras intermináveis ou mudar de direção. Ele defendeu que o desenvolvimento volte ao centro das atenções, com prioridade para a dignidade humana e para uma justiça sem monopólio nem seletividade.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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