Luiz Inácio Lula da Silva deve defender a não interferência de países em assuntos internos de outras nações durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores nesta quarta-feira (16/9).
A diplomacia brasileira informou que a versão final do discurso ainda não foi definida. Entre os temas previstos estão o fortalecimento do multilateralismo, as negociações de paz para as guerras atuais e o direito internacional humanitário.
Mais cedo, Lula disse ter alertado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Washington não tente intervir nas eleições brasileiras neste mês. Em um evento com pastores evangélicos de diversas igrejas do Brasil, o presidente também afirmou que cobrará paz dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.
Agenda em Nova York
A viagem de Lula aos Estados Unidos está prevista para o próximo domingo (20/9). A permanência em Nova York, onde a Assembleia Geral da ONU é realizada anualmente, deve ser curta, sem agendas previstas na chegada ao país.
Na segunda-feira (21/9), o presidente deve se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Na terça-feira (22/9), após fazer o discurso de abertura da Assembleia Geral, Lula deve retornar ao Brasil.
Segundo o Itamaraty, ainda não há definição sobre possíveis encontros com outros chefes de Estado, incluindo Donald Trump. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representará o Brasil no restante das atividades da semana. Também devem integrar a delegação brasileira os ministros da Gestão e Inovação, dos Povos Indígenas e da Igualdade Racial.








