A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, não conseguiu retornar ao país pela sétima vez. A nova tentativa ocorreu nesta terça-feira, 22, enquanto ela permanece exilada no Panamá, informou o partido Vente Venezuela.
“Sim, ela tentou voltar, mas não conseguiu”, afirmou uma fonte da equipe de Machado. A líder deixou a Venezuela em dezembro e viajou escondida à Noruega para receber o Nobel da Paz. Depois, passou brevemente pelos Estados Unidos antes de se instalar no Panamá, onde buscava uma forma de voltar ao país.
A tentativa ocorreu no mesmo dia em que Donald Trump se encontrou com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Foi o primeiro encontro entre os dois desde que Rodríguez assumiu o poder após a captura do então presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, em uma operação militar dos Estados Unidos realizada em 3 de janeiro.
Falhas e alternativas de viagem
Informações divulgadas pelo jornal espanhol ABC e pelo canal colombiano NTN24 apontaram falhas mecânicas, cancelamentos de última hora e restrições do espaço aéreo como fatores que impediram o retorno. Uma fonte da equipe de Machado confirmou o conteúdo divulgado e citou os jornalistas Idania Chirinos e David Alandete.
A ideia inicial era chegar à Venezuela por via marítima, mas Machado não conseguiu embarcar devido a “imprevistos mecânicos”. As autoridades migratórias já haviam carimbado o passaporte dela, apesar do problema técnico.
Depois disso, Machado procurou outras opções. Ela teria tentado conseguir um assento em voos que sairiam do Panamá para Aruba e Curaçao, mas nenhuma das aeronaves recebeu autorização para decolar. Com a nova frustração, ela soma sete tentativas de retorno a Caracas.
Negociações entre governo e oposição
A segunda rodada de negociações entre o governo interino e a oposição venezuelana ocorre nesta semana. O diálogo trata de temas como a transição democrática, eventuais eleições e a liberdade do exercício político.
Embora não participe das reuniões, Machado já declarou que não impediria as conversas e que espera resultados concretos.








