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Estresse pode aumentar frequência e intensidade das crises de enxaqueca
Foto: Stefamerpik/Freepik
Saúde

Estresse pode aumentar frequência e intensidade das crises de enxaqueca

A doença afeta cerca de 15% da população mundial e mais de 30 milhões de brasileiros, segundo a OMS.

A enxaqueca pode ser desencadeada ou agravada pelo estresse, pela ansiedade e pela depressão. As crises afetam cerca de 15% da população mundial e mais de 30 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A relação entre a doença e a saúde mental também ocorre no sentido inverso. O convívio com uma condição crônica e imprevisível pode provocar medo de novas crises e afetar o bem-estar emocional. A neurologista Thais Villa, especialista no tratamento da enxaqueca e fundadora do Headache Center Brasil, afirma que muitos pacientes reorganizam compromissos, faltam ao trabalho e tentam identificar possíveis gatilhos da dor.

“A enxaqueca não termina quando a dor passa”, afirma Thais Villa.

Cansaço persistente, alterações no sono, ansiedade, tristeza e esgotamento emocional devem ser observados, principalmente quando aparecem junto de dores de cabeça recorrentes. Por isso, o controle da doença deve considerar não apenas a dor do momento, mas também a qualidade do sono, a saúde emocional, a frequência das crises e o uso de medicamentos.

Impactos no trabalho

De acordo com a OMS, a enxaqueca está entre as principais causas de incapacidade no mundo. A doença pode comprometer a concentração, a produtividade, a energia e o desempenho profissional. Pessoas que convivem com o problema perdem, em média, 4,6 dias de trabalho por mês, e quase 70% relatam impactos significativos na vida profissional.

O uso repetido de analgésicos e anti-inflamatórios para manter a rotina pode agravar o quadro e provocar a chamada dor de rebote. Thais Villa alerta que a automedicação recorrente pode fazer parte do problema, especialmente quando as crises são frequentes.

A enxaqueca não tem cura, mas pode ser controlada. Entre as opções está o Tratamento 360º, que busca atuar nas causas e nos gatilhos da doença. O modelo pode incluir toxina botulínica para alívio e prevenção das crises, anticorpos monoclonais anti-CGRP e acompanhamento multiprofissional, com foco na higiene do sono, no manejo do estresse e no equilíbrio emocional.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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