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TARE pode limitar alimentação e causar deficiências nutricionais
Foto: jcomp/Magnific
Saúde

TARE pode limitar alimentação e causar deficiências nutricionais

Transtorno é mais comum na infância e não está ligado ao medo de engordar ou à insatisfação com a imagem corporal.

O transtorno alimentar restritivo/evitativo, conhecido como TARE, reduz a variedade ou a quantidade de alimentos consumidos. A condição é mais comum na infância, mas pode continuar na vida adulta ou surgir em qualquer fase da vida.

Diferentemente de outros transtornos alimentares, a recusa não está relacionada ao medo de ganhar peso nem a preocupações com a autoimagem. Entre os possíveis motivos estão o desinteresse pela comida, a sensibilidade a sabores, texturas e cheiros e o medo de consequências como engasgar ou vomitar.

Sinais e possíveis impactos

Em crianças, o TARE pode se parecer com a alimentação seletiva. A restrição, porém, tende a ser mais expressiva e pode provocar perda significativa de peso, deficiências nutricionais e prejuízos ao crescimento. Também pode dificultar a participação em atividades sociais e o estabelecimento de relacionamentos.

A causa exata ainda é desconhecida. Há indícios de relação com uma combinação de fatores genéticos, psicológicos e sociais, incluindo ansiedade, medo, influências ambientais e traumas.

Entre os sinais físicos estão constipação, dor abdominal, cólicas, maior intolerância ao frio, desmaios ou tonturas e fraqueza muscular. Também merecem atenção o pouco ou nenhum apetite, a sensação de saciedade antes das refeições, a limitação da quantidade ingerida, o consumo restrito a determinadas texturas ou sabores e o medo de engasgar durante as refeições.

Diagnóstico e tratamento

O TARE foi incluído na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), publicada em 2013. O diagnóstico considera critérios clínicos e os impactos da condição na saúde. Também é necessário confirmar que a restrição não ocorre por causa de uma autoimagem corporal distorcida e descartar outras causas externas ou condições médicas subjacentes.

A terapia cognitivo-comportamental é apontada como uma das abordagens mais eficientes. Ela pode ajudar a reconhecer pensamentos e comportamentos nocivos, reduzir a ansiedade relacionada à alimentação e lidar com desafios sensoriais. O tratamento também pode envolver exposição guiada a determinados alimentos.

Em casos de grave desnutrição ou de incapacidade de ingerir nutrientes suficientes por via oral, podem ser necessários suplementos e, quando indicado, medicamentos, sempre sob orientação profissional.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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