A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou nesta quarta-feira (16) que pretende permanecer no cargo até o fim da legislatura. Ela também descartou a possibilidade de convocar eleições antecipadas antes do término do mandato, previsto para o segundo semestre do ano que vem.
“Gostaria de permanecer no cargo até o fim da legislatura”, disse Meloni em uma coletiva de imprensa após uma reunião do gabinete. Ela declarou ainda ter orgulho da estabilidade do governo.
Pressão sobre a coalizão
O governo de Meloni se tornou o mais duradouro da Itália desde a Segunda Guerra Mundial. A coalizão conservadora reúne o Irmãos da Itália, partido da primeira-ministra, a Liga e o Forza Italia.
O crescimento do apoio ao Futuro Nacional, movimento de direita liderado pelo ex-general Roberto Vannacci, reduziu o apoio ao grupo de Meloni e alimentou especulações sobre uma possível antecipação das eleições.
Ao lado dos vice-primeiros-ministros Matteo Salvini e Antonio Tajani, líderes da Liga e do Forza Italia, Meloni afirmou: “Pretendemos continuar governando enquanto eu tiver essa maioria forte e sólida”.
A aliança, porém, enfrentou dificuldades nos últimos meses. Em julho, a Câmara dos Deputados italiana rejeitou uma emenda do governo ligada a uma reforma eleitoral apoiada pela primeira-ministra. A votação ocorreu após deserções dentro da coalizão.








