NOVA YORK — Líderes mundiais defenderam, durante a Assembleia Geral da ONU, a eleição de uma mulher para o cargo de secretária-geral. A escolha será para suceder António Guterres, que deixará a função em 31 de dezembro.
Desde a primeira nomeação, em 1946, apenas homens ocuparam o posto. Guterres, nomeado em 2016, é o nono homem a exercer o cargo.
Candidaturas
Entre as mulheres indicadas estão Rebeca Grynspan, da Costa Rica, atual secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, e Carolyn Rodrigues-Birkett, representante permanente da Guiana na ONU. Também concorrem Ivonne Baki e María Fernanda Espinosa Garcés, do Equador.
Os candidatos homens são Rafael Grossi, da Argentina; Olara Otunnu, de Uganda; e Macky Sall, do Senegal. Grynspan ficou em primeiro lugar em uma pesquisa recente do Conselho de Segurança da ONU, seguida por Rodrigues-Birkett.
Durante seu discurso na Assembleia Geral, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, afirmou que nenhuma mulher liderou a organização em mais de 80 anos. Ele disse confiar que o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral estarão à altura do momento.
O presidente da Estônia, Alar Karis, também declarou que, após 81 anos, chegou a hora de a ONU ser liderada por uma mulher. A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, citou Rodrigues-Birkett e afirmou que, pela primeira vez na história, há uma candidata do Caribe.
A Assembleia Geral nomeia o secretário-geral após uma recomendação do Conselho de Segurança, formado por 15 membros. O próximo mandato começa em 1º de janeiro de 2027, dura cinco anos e pode ser renovado uma vez.








