NOVA YORK — Chefes de Estado, ministros, diplomatas e autoridades de vários países participam, nesta terça-feira, 22, da Assembleia Geral das Nações Unidas. A 81ª edição do encontro segue até 28 de setembro, com guerras, comércio internacional e o futuro da cooperação multilateral entre os principais temas.
O conflito entre Rússia e Ucrânia continua sem uma perspectiva clara de solução e teve nova escalada de ataques antes da reunião. Também estão no centro das discussões a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a situação em Gaza, no Sudão, no Congo e em Mianmar, além da ofensiva dos rebeldes hutis nas proximidades do Mar Vermelho.
A instabilidade no Oriente Médio afetou o mercado de energia e recolocou em debate a segurança de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz. Na área econômica, as tarifas adotadas pelo governo de Donald Trump geraram atritos com parceiros e adversários. A passagem por Nova York também é usada por países para tentar avançar em acordos.
A programação inclui ainda democracia, inteligência artificial, mudanças climáticas e a situação financeira da ONU. O encontro ocorre no último ano do mandato de António Guterres como secretário-geral, que termina em 31 de dezembro. Nos bastidores, são esperadas discussões sobre a sucessão.
Discurso brasileiro
Luiz Inácio Lula da Silva fará o discurso de abertura em nome do Brasil. A fala deve abordar soberania dos países, combate à fome e à pobreza, mudanças climáticas, crime organizado e a reforma das instituições multilaterais, especialmente do Conselho de Segurança da ONU.
Depois do discurso, a previsão é que Lula retorne ao Brasil para retomar atividades de campanha pela reeleição. A Assembleia ocorre a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para 4 de outubro.
Donald Trump falará em seguida, como presidente dos Estados Unidos, país anfitrião. Não há reunião bilateral prevista entre os dois. Na quinta-feira 24, também estão programados os discursos de Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas. Delcy Rodríguez fará sua estreia na ONU na mesma data. Nicolás Maduro está preso no Brooklyn.







