São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Tradição leva Brasil a abrir debate da Assembleia Geral da ONU
Mundo

Tradição leva Brasil a abrir debate da Assembleia Geral da ONU

O país ocupa o primeiro discurso por costume iniciado em 1949 e consolidado em 1955, sem previsão em regra escrita.

O Brasil será novamente o primeiro país a discursar no Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira, 22. Luiz Inácio Lula da Silva fará a abertura da edição de 2026, após viajar no domingo a Nova York para participar do encontro.

A posição brasileira não está prevista em uma regra escrita. A tradição começou em 1949, durante a Guerra Fria, com o objetivo de evitar que Estados Unidos ou União Soviética tivessem a primazia na abertura dos trabalhos.

Antes de concluir a lista de oradores, o secretário-geral da ONU consulta a missão brasileira sobre a manutenção do costume. A resposta tem sido sempre positiva. A partir de 1955, o Brasil passou a abrir regularmente o Debate Geral, seguido pelos Estados Unidos, país-sede da organização.

Depois dos dois primeiros discursos, a ordem leva em conta fatores como o nível da autoridade presente, o equilíbrio geográfico e a ordem de inscrição. As mudanças são raras e geralmente ocorrem por atrasos ou alterações de agenda. Os Estados Unidos falaram antes do Brasil em 1983 e 1984. Em 2016, o Chade ficou em segundo lugar porque o presidente americano não chegou a tempo.

Peso diplomático

A abertura se tornou uma oportunidade para o Brasil apresentar análises amplas sobre o cenário internacional e defender temas estruturais. Entre as pautas mencionadas estão o combate à fome, o desenvolvimento e a reforma das instituições multilaterais.

A obra O Brasil nas Nações Unidas, 1946-2011, editada pela Fundação Alexandre de Gusmão, registra que a diplomacia brasileira passou a atribuir peso estratégico ao discurso inaugural. A posição permite ao país expor prioridades de política externa e marcar posição diante de chefes de Estado, diplomatas e da imprensa internacional.

Durante a viagem, Lula também pretende conversar com Donald Trump. O presidente brasileiro disse que pedirá ao americano que não interfira nas eleições brasileiras e afirmou que o Brasil pertence apenas ao seu povo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5