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Assembleia da ONU começa sob pressão de guerras e ausências diplomáticas
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Assembleia da ONU começa sob pressão de guerras e ausências diplomáticas

Encontro em Nova York reúne cerca de 130 líderes e terá Gaza, Ucrânia, Irã e o futuro do multilateralismo no centro dos debates.

A 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas inicia nesta terça-feira, 22, a semana de alto nível com cerca de 130 chefes de Estado e de governo previstos em Nova York. O encontro ocorre sob o impacto das guerras em Gaza, na Ucrânia e no Irã, além de ausências importantes entre os líderes convidados.

O Debate Geral deve tratar do impasse nas negociações de paz em Gaza, da falta de avanço para encerrar a invasão russa da Ucrânia e da tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã. Os ataques contra Teerã também afetaram a navegação no Estreito de Ormuz.

Ausências e participação dos líderes

Xi Jinping não participará presencialmente. Desde que assumiu, em 2012, o presidente chinês compareceu à Assembleia uma única vez. No ano passado, Li Qiang esteve no encontro em seu lugar. Desta vez, Xi seguirá para Washington, onde terá uma visita de Estado com Donald Trump marcada para 24 de setembro.

Mahmoud Abbas também não estará em Nova York. Pelo segundo ano seguido, a administração Trump negou vistos ao presidente da Autoridade Palestina e a outros dirigentes palestinos. A previsão é que Abbas faça seu discurso por vídeo.

Benjamin Netanyahu participará de forma rápida. O primeiro-ministro de Israel deve chegar depois da saída de Trump da cidade, o que evitará a presença simultânea dos dois em Nova York. Netanyahu é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional por sua conduta em Gaza, mas Trump afirmou que ele não será preso em solo americano.

A agenda de Trump deve incluir a guerra no Irã, o Iêmen, a Ucrânia e a própria ONU. O presidente americano também deverá dizer que o Irã não poderá obter uma arma nuclear. Estão previstas reuniões com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, líderes do Golfo e Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela.

Sucessão na ONU

Esta é a última Assembleia a começar durante o segundo e último mandato de António Guterres como secretário-geral. O período termina em 31 de dezembro, e o sucessor assume em 1º de janeiro de 2027. O Conselho de Segurança já promoveu três rodadas de votação informal e secreta, mas ainda não há um favorito consolidado.

Antes da abertura, Guterres defendeu maior coordenação internacional na corrida entre Estados Unidos e China pela inteligência artificial. Ele alertou que o mundo não pode permitir uma corrida ao fundo do poço na segurança da tecnologia.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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