Donald Trump elogiou a velocidade da apuração do primeiro turno das eleições brasileiras, mas confundiu o Brasil com a Índia em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira, 5. A mensagem foi editada posteriormente para corrigir o erro.
Na postagem inicial, Trump afirmou que “125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial da Índia”. A Índia não teve votação no domingo 4. O país tem quase 1,5 bilhões de habitantes.
A eleição brasileira terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 47,03% a 45,16% dos votos. Com o resultado, os dois avançaram para a segunda volta, marcada para 25 de outubro.
Trump usou a apuração brasileira para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos. Ele afirmou que os resultados no Brasil foram divulgados logo após o encerramento da votação e classificou o modelo americano como corrupto. O presidente americano também mencionou cidades e estados dos EUA, como Detroit, Filadélfia e Califórnia.
Críticas ao sistema eleitoral americano
A contagem nos Estados Unidos pode levar dias ou semanas porque o sistema é descentralizado e não conta com um órgão federal equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Estados e condados adotam regras próprias, enquanto parte dos votos é registrada em cédulas de papel ou enviada pelo correio.
Trump questiona a mecanização do processo eleitoral e afirma que urnas eletrônicas são vulneráveis a invasões e manipulações estrangeiras. Sem apresentar provas, ele usou essas alegações para sustentar que a eleição americana de 2020 foi fraudada e que a derrota para o democrata Joe Biden seria falsa.
No Brasil, Jair Bolsonaro (PL) repetiu críticas semelhantes durante a campanha presidencial de 2022. O ex-presidente foi derrotado por Lula e condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.
Em julho, Flávio Bolsonaro voltou a questionar as urnas eletrônicas brasileiras durante uma reunião com diplomatas. Ele declarou que os equipamentos seriam de uma empresa venezuelana, a Smartmatic, e citou um relatório da CIA sobre uma suposta fraude eleitoral ligada a Nicolás Maduro. Depois da vitória no primeiro turno, não voltou a questionar o sistema brasileiro.








