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Cadernos de ex-gerente do Rioprevidência citam possível delação de Vorcaro
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Política

Cadernos de ex-gerente do Rioprevidência citam possível delação de Vorcaro

Anotações foram apreendidas pela Polícia Federal e tiveram o sigilo retirado pelo STF; defesa afirma que registros exigem contexto.

Documentos apreendidos pela Polícia Federal mostram anotações de Fernanda Pereira da Silva Machado sobre uma possível delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Em um dos registros, ela escreveu que, se o empresário falasse e o conteúdo não coincidisse com os fatos, estaria “f*dido”.

O material foi recolhido durante buscas realizadas em maio deste ano. Ao todo, cinco cadernos foram apreendidos. O sigilo das informações foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na noite de sexta-feira (11).

Fernanda foi gerente de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência e depois presidiu o Instituto de Previdência de Itaguaí, o Itaprevi. Na residência dela, os investigadores encontraram celulares, tablet, notebook, pen drives, folhas avulsas e cadernos. Um relatório da PF afirma que parte dos registros manuscritos aparenta ter relação direta com os fatos investigados.

Registros sobre o Banco Master

Em páginas do caderno azul, Fernanda anotou tópicos sobre o credenciamento de instituições financeiras e escreveu “O que é o credenciamento?”. Também registrou pedidos de acesso ao IPL, referências a ofício ao TC, ofício ao liquidante e a uma notícia criada pela super envolvendo o Banco Master.

A PF inclui Fernanda entre os dirigentes que teriam viabilizado investimentos do Rioprevidência no banco durante o governo de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro. Entre outubro de 2023 e outubro de 2025, segundo a investigação, a autarquia aplicou cerca de R$ 3,7 bilhões em Letras Financeiras e fundos estruturados ligados ao Banco Master.

Também aparecem na investigação Deivis Marcon Antunes, então presidente do Rioprevidência; Eucherio Lerner Rodrigues, diretor de Investimentos; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, gerente de Operações e Investimentos.

A defesa de Fernanda afirmou que as anotações fazem parte das atividades profissionais exercidas por ela no Rioprevidência e que registros fragmentados não devem ser interpretados isoladamente. Disse ainda que a busca ocorreu aproximadamente dois anos após a saída dela da autarquia e que Fernanda permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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