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Casos confirmados de Ebola no Congo chegam a 8.067
Foto: Reuters
Política

Casos confirmados de Ebola no Congo chegam a 8.067

Surto no leste do país já provocou 3.901 mortes, segundo o instituto de saúde pública do Congo.

O número de casos confirmados de Ebola no país chegou a 8.067, informou nesta segunda-feira o governo. O surto, que ocorre na região leste, também já provocou 3.901 mortes, segundo o relatório mais recente do instituto de saúde pública.

A atual epidemia é causada pela cepa Bundibugyo e passou a ser a maior e mais letal da história do Congo. O surto superou o registrado entre 2018-2020, mas ainda está abaixo da epidemia da África Ocidental de 2014-2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou mais de 11.000 na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Pressão sobre os centros de atendimento

No centro de tratamento de Ebola de Kitatumba, em Butembo, a ocupação aumentou. Leitos destinados a casos suspeitos foram convertidos para receber pacientes confirmados. Centros de trânsito, que normalmente atendem pessoas sob suspeita da doença, também passaram a receber casos confirmados por causa da falta de espaço.

Kivu do Norte se tornou um dos principais focos da epidemia. Mais de 1.300 casos foram contabilizados na província, com taxa de letalidade superior a 62%. Em Ituri, a taxa é de cerca de 45%, e a transmissão começou a diminuir.

A MSF afirma que a contenção tem sido dificultada pela concentração do surto em áreas urbanas densamente povoadas e pelo menor engajamento da comunidade no início da resposta. O medo e a desconfiança em relação aos centros de tratamento fizeram algumas pessoas adiarem a busca por atendimento, levando pacientes a chegar em estado grave.

A região leste do Congo é afetada pela violência há décadas. O conflito atrasou o acesso às comunidades, prejudicou o deslocamento de profissionais e suprimentos e dificultou o rastreamento de contatos. Ataques a hospitais e equipes de saúde continuam colocando em risco os trabalhadores envolvidos na resposta à epidemia.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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