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Planos para 2026 tratam clima, mas pouco citam impactos na saúde
Política

Planos para 2026 tratam clima, mas pouco citam impactos na saúde

Propostas dos cinco candidatos mais bem colocados na pesquisa da Quaest priorizam infraestrutura, prevenção de desastres e transição energética.

As propostas dos cinco candidatos à Presidência mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto da Quaest, divulgada em 14 de setembro, tratam de infraestrutura, transição energética e prevenção de desastres, mas não apresentam medidas detalhadas para enfrentar as mudanças climáticas como um problema de saúde pública.

No Brasil, 29% dos estabelecimentos de saúde, 26% dos leitos e 20% dos leitos de UTI estão próximos de áreas com alto ou muito alto risco de desastres naturais. Crianças e adultos de baixa renda estão entre os mais vulneráveis.

Luiz Inácio Lula da Silva propõe obras de contenção de encostas, drenagem urbana sustentável, conservação dos solos e modernização dos sistemas de alerta para produtores. Também prevê critérios de sustentabilidade para práticas produtivas e o corte de 59% a 67% das emissões de gases do efeito estufa até 2035. Para famílias atingidas por eventos extremos, cita a integração das políticas de assistência social.

Flávio Bolsonaro (PL) defende barragens, reservatórios de controle de cheias, diques, canais e obras de drenagem e macrodrenagem. Também propõe fortalecer o monitoramento, o alerta e a resposta da Defesa Civil, sem detalhar os efeitos para a saúde pública.

Augusto Cury (Avante) sugere ampliar o seguro para produtores rurais, construir obras resistentes a eventos extremos, estimular fontes renováveis e regulamentar o mercado de créditos de carbono. O plano não apresenta medidas de prevenção a emergências climáticas nem aborda os impactos na saúde.

Renan Santos (Missão) não traz propostas específicas para emergências climáticas. O documento menciona marcos regulatórios, licenciamento ambiental e incentivos à transição energética.

Ronaldo Caiado (PSD) propõe ações contra desmatamento, grilagem e mineração ilegal, além de adaptação de redes elétricas, infraestrutura para eventos extremos e acompanhamento da qualidade do ar e da água.

Prioridades para o SUS

O Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e a Umane defendem, no Agenda Mais SUS 2027-2030, o compartilhamento permanente de dados entre órgãos públicos, a integração do Vigidesastres a sistemas de alerta, o uso de mapas de risco no planejamento da rede de saúde e simulações periódicas para preparar os serviços.

Para Júlia Pereira, gerente de Relações Institucionais do IEPS, a estrutura de saúde precisa estar preparada antes das emergências. Ela afirma que as propostas ainda se concentram na reação aos desastres e nos impactos para o agronegócio.

A avaliação também aponta a necessidade de considerar efeitos como o aumento da demanda por atendimento durante ondas de calor, períodos intensos de chuva e secas. Após a pandemia de covid-19, que acumulou quase 670 mil mortes, o país criou estruturas como o Departamento de Emergências em Saúde Pública, ativou Centros de Operações de Emergência e institucionalizou a Força Nacional do SUS após as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. A Lei 13.979/2020 expirou sem que outra medida permanente fosse aprovada.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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