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Propostas para o SUS priorizam filas digitais, telemedicina e atenção primária
Foto: Andrzej Rostek/Getty Images
Política

Propostas para o SUS priorizam filas digitais, telemedicina e atenção primária

Análise de especialistas aponta que os planos dos 12 presidenciáveis também enfrentam desafios de financiamento, integração e prevenção.

A digitalização do SUS, a reorganização de filas com inteligência artificial e o fortalecimento da Atenção Primária estão entre os temas mais frequentes nos planos de governo dos 12 candidatos à Presidência da República. A telemedicina aparece em 10 de 12 propostas, enquanto a reorganização das filas com uso de IA está presente em 10 de 12. O fortalecimento da Atenção Primária é citado em 9 de 12 planos, e a recuperação da cobertura vacinal e do Programa Nacional de Imunizações aparece em 7 de 12.

As propostas incluem prontuário eletrônico unificado, integração entre redes pública e privada, filas ordenadas por risco clínico, ampliação de consultas e exames, contratação de profissionais, parcerias com hospitais privados e medidas de prevenção. Também há planos que defendem mudanças na gestão do SUS, expansão da saúde mental, produção nacional de medicamentos e vacinas e atendimento especializado para diferentes grupos.

Avaliação dos especialistas

Julia Pereira, gerente de relações institucionais do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), afirma que uma fila pública única depende da integração entre estados, municípios, unidades de saúde e sistemas de informação. Para ela, a inteligência artificial só pode ajudar se houver dados organizados, protocolos claros e coordenação entre os níveis de atenção.

“Sem que Unidades Básicas de Saúde estejam conectadas à rede de média e alta complexidade e sem que os prontuários conversem entre si, a fila única fica sendo um painel bonito sobre uma realidade que continua fragmentada por baixo”, diz Pereira.

Marcello Baird, coordenador de Advocacy da ACT Promoção da Saúde, avalia que a maior parte dos programas privilegia o atendimento, mas apresenta pouca ênfase na prevenção de doenças e na redução das desigualdades. Ele cita como lacunas o controle do tabagismo, o consumo de álcool, a alimentação saudável, a atividade física e a poluição do ar.

Entre os planos, há propostas de ampliar a telemedicina, criar centros digitais, usar IA na triagem, organizar a regulação por gravidade e vulnerabilidade social e modificar os modelos de financiamento. Também aparecem posições distintas sobre a participação privada: alguns candidatos defendem o fim de parcerias e privatizações, enquanto outros propõem ampliar o uso da capacidade ociosa de clínicas e hospitais privados.

Pereira afirma que dinheiro e coordenação entre os diferentes níveis de governo são obstáculos comuns. Baird ressalta que políticas de prevenção podem reduzir o adoecimento e a pressão sobre o SUS. Para os especialistas, os candidatos precisam combinar prioridades, recursos e capacidade de execução para que as medidas anunciadas cheguem à população.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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