A sessão do Supremo Tribunal Federal prevista para esta terça-feira (15) é apresentada como um momento que vai além do destino do ministro Alexandre de Moraes. A avaliação é que o julgamento também expõe uma disputa sobre os limites e o papel do próprio órgão de Poder.
A análise sustenta que instituições de Poder não deveriam julgar a si mesmas e afirma que o Supremo atravessa uma crise de confiança, com impacto sobre sua legitimidade. O texto também questiona a atuação recente da Corte e diz que seus integrantes passaram a ocupar uma posição de poder político.
Na segunda-feira (14), ainda não era possível saber se haveria uma mudança na postura dos ministros nas próximas 12 horas. A avaliação, porém, é que o resultado da sessão de terça-feira (15), qualquer que seja, não permitirá que o STF siga sendo visto da mesma maneira.
Pressão por reforma
O texto aponta pressão externa por uma reforma judicial, incluindo a possibilidade de mandato para os ministros. O formato de uma eventual mudança é tratado como imprevisível e relacionado às próximas eleições, à atuação das lideranças políticas e ao chamado clamor popular.
A análise conclui que a instituição foi levada a uma situação delicada e perigosa por decisões e comportamentos de seus próprios integrantes. Também afirma que, caso sejam vítimas de alguma circunstância, os ministros seriam responsáveis pela própria condição, em razão da arrogância atribuída a eles.








