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Política

Decisões judiciais mudam formato e interrompem debate presidencial da Globo

Candidatos já estavam nos estúdios quando a emissora anunciou o cancelamento; entrevistas foram mantidas com tempo reduzido.

O cancelamento do debate presidencial da Globo levou candidatos e jornalistas a reorganizar a agenda prevista para a noite de quinta, 1. As entrevistas individuais que ocorreriam depois do encontro foram mantidas, mas com duração menor.

A emissora alegou insegurança jurídica após receber duas decisões pouco antes do horário marcado. O Tribunal Superior Eleitoral proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome de Lula e de perguntas dirigidas ao presidente pelos candidatos presentes. Já o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão de Renan Santos, do Missão.

Reação nos estúdios

Os presidenciáveis já estavam nos camarins, enquanto integrantes das comitivas ocupavam uma área reservada e jornalistas brasileiros e estrangeiros aguardavam em outro espaço. Ronaldo Caiado havia chegado com três horas de antecedência.

Após o anúncio, profissionais de imprensa procuraram as assessorias para confirmar se os candidatos ainda dariam entrevistas. O formato individual, que previa quinze minutos para cada participante, foi alterado pela emissora. “Todo mundo foi pego de surpresa”, relatou Rayssa Motta, que acompanhou a movimentação nos estúdios.

Os partidos haviam concordado previamente com a exibição do púlpito dos candidatos ausentes e com perguntas destinadas a eles. A composição do debate também tinha sido modificada naquela semana após uma decisão que garantiu a participação de Romeu Zema. Ainda assim, a repórter afirmou que o cancelamento não era esperado.

Críticas dos candidatos

Os candidatos presentes criticaram as decisões judiciais e disseram que as medidas representavam um atentado à democracia. Eles também questionaram as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro. “Disseram que os dois se acovardaram por não participar”, afirmou Rayssa.

Lula havia comunicado a ausência na quarta-feira. Flávio Bolsonaro, que tinha confirmado presença, desistiu horas antes do debate e chamou de censura a proibição de exibir o púlpito vazio e fazer perguntas ao presidente. A desistência ocorreu enquanto apoiadores aguardavam o candidato na entrada dos estúdios.

No horário previsto para o encontro, Lula e Flávio fizeram transmissões separadas nas redes sociais. Lula já havia criticado debates com muitos participantes, dizendo que o pouco tempo de fala prejudica a apresentação de propostas e favorece ataques e tentativas de ganhar visibilidade.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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