A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022 e integrou órgãos do governo antes de assumir o cargo na Corte. Uma liminar assinada por ela proibiu a TV Globo de manter um púlpito vazio com o nome do presidente durante um debate presidencial marcado para a noite da última quinta-feira, 1°.
A decisão também impediu perguntas direcionadas a Lula, sob pena de multa. A emissora citou a liminar entre os motivos para cancelar o debate, que seria o último confronto antes do primeiro turno das eleições.
Atuação no governo
Estela Aranha entrou no TSE em 1° de agosto do ano passado, para um primeiro biênio com término em 2027. Ela ocupa uma das vagas destinadas a advogados e foi nomeada pelo presidente Lula. Formada em Direito pela USP, é apontada como referência acadêmica em Direito Digital.
Durante a gestão de Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública, Aranha ocupou o cargo de secretária nacional de Direitos Digitais. Quando Ricardo Lewandowski assumiu a pasta, ela passou a trabalhar na assessoria especial do presidente Lula.
Um vídeo em que a ministra declara apoio ao petista voltou a circular nas redes sociais após a decisão. Na gravação, ela afirma que votaria em Lula no segundo turno e defende a preservação do Estado democrático de direito e da democracia.
Mudanças no debate
Além da liminar de Estela Aranha, outras decisões judiciais alteraram o formato previsto para o debate. Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos entre os debatedores.
Na terça-feira, o presidente do TSE, Nunes Marques, ordenou a participação de filiados do partido Novo, o que levou a emissora a incluir Romeu Zema. Flávio Bolsonaro desistiu de participar de última hora. Lula não confirmou presença e, no mesmo horário, concedeu entrevista ao Flow Podcast.
Aranha foi casada com Fausto Trindade, dono da agência Nacional Comunicação e ex-assessor do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Trindade chegou a ser citado em um dos acordos de colaboração premiada da operação Lava Jato.








