Os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e Luiz Fux informaram à Polícia Federal neste sábado (19) que ainda não conseguiram acessar os dados do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Os gabinetes não visualizaram informações do aparelho por causa de dificuldades técnicas no material encaminhado pela PF ao Supremo. Os ministros perguntaram se o problema está na operação dos dados ou em um possível defeito físico nos arquivos fornecidos pelos investigadores.
Em um ofício enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Mendonça pediu apoio técnico para o gabinete e solicitou que a corporação verifique as condições reais do material entregue. “Este Gabinete não logrou êxito em obter acesso efetivo ao material ali contido”, escreveu o ministro.
Disputa sobre o acesso
A íntegra dos dados foi enviada aos gabinetes de Mendonça e Fux na quinta-feira (17). Os dois haviam solicitado o conteúdo na quarta-feira (16), um dia depois de uma sessão do STF convocada para decidir sobre uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por supostas conversas com Vorcaro.
O material recebido pelos dois ministros é o mesmo encaminhado pela PF a Cristiano Zanin e Gilmar Mendes na segunda-feira (14). Antes da sessão sobre Moraes, Zanin havia pedido o acesso diretamente a Mendonça, relator do caso Master.
Mendonça afirmou que as informações necessárias ao julgamento já estavam disponíveis e que a divulgação integral do celular poderia “tumultuar” a sessão. Segundo ele, uma cópia completa estava em seu gabinete, mas permanecia lacrada.
Zanin e Gilmar recorreram diretamente à PF e receberam o material. Nunes Marques e Moraes também solicitaram acesso. Durante a sessão, marcada por bate-boca e acusações, Mendonça disse que só naquele momento soube de referências a colegas ministros, porque os dados mantidos em seu gabinete estavam lacrados.









