São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Novo pede ao STF prisão de diretor afastado da Polícia Federal
Foto: 14 de novembro de 2024REUTERS/Ton Molina
Política

Novo pede ao STF prisão de diretor afastado da Polícia Federal

Partido afirma que Andrei Rodrigues pode ter participado ou tomado conhecimento de atividade ilegal contra André Mendonça.

O partido Novo pediu nesta terça-feira (8) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, diretor-geral afastado da Polícia Federal.

O afastamento foi determinado por André Mendonça, que também retirou do cargo o então diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. A decisão ocorreu depois de Alexandre de Moraes usar relatórios de inteligência da corporação para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça nas investigações sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

Além de afastar os dois servidores, Mendonça ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal conduzisse apurações penais e administrativas sobre a elaboração dos documentos. Para embasar a medida, o ministro aproveitou argumentos de uma representação anterior apresentada pelo Novo contra Andrei.

Na solicitação entregue a Fachin, o partido questiona a presença, nos relatórios, de informações sobre encontros de Mendonça com investigadores e advogados. A legenda quer saber de que forma esses dados chegaram à Polícia Federal e considera a possibilidade de ter ocorrido monitoramento, interceptação telefônica ou gravação sem autorização judicial.

O Novo afirma que Andrei pode ter participado de uma ação policial ilegal contra Mendonça, tomado conhecimento dela ou deixado de apresentar documentos. Outra hipótese levantada é a de que informações falsas tenham sido incluídas no material enviado ao Supremo.

A legenda também sustenta que, mesmo afastado, Andrei poderia acessar sistemas, documentos, informações e servidores ligados aos fatos investigados, porque esteve à frente da estrutura da PF.

Argumentos de Mendonça

Na decisão, Mendonça classificou os relatórios como parte de um “monitoramento sistemático e ilegal” que teria durado mais de 30 dias e alcançado outras autoridades, entre elas o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O ministro afirmou ainda que Alexandre de Moraes teria tomado conhecimento dos documentos antes de usá-los e que o material teria sido empregado numa tentativa de incluir Mendonça no “Inquérito das Fake News”. Para Mendonça, os relatórios também avaliaram sua atuação nos dois processos dos quais é relator, função que, segundo ele, não cabe à Diretoria de Inteligência da PF. Eventuais análises disciplinares sobre magistrados, afirmou, seriam atribuição do Conselho Nacional de Justiça.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5