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Nunes Marques nega contato com dono do Banco Master e critica suspeitas
Foto: Leobark Rodrigues/TSE
Política

Nunes Marques nega contato com dono do Banco Master e critica suspeitas

Ministro afirma que nunca falou com Daniel Vorcaro nem pediu favores e rejeita ligação com serviços prestados por seu filho.

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou ter trocado mensagens ou feito pedidos a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em nota divulgada pelo gabinete, ele classificou como “irresponsáveis” as tentativas de relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho, o advogado Kevin Marques, ou por terceiros.

Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mencionam possíveis vínculos com o ministro. O banco contratou o escritório de advocacia de Camila Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), por 427 milhões de reais.

Nas conversas, Camila e Newton eram chamados de “turma do KN”, possível referência às iniciais de Kassio Nunes Marques. Também aparecem pedidos feitos por terceiros para incluí-los em hospedagem no hotel Fasano, em corridas da Fórmula 1 no autódromo de Interlagos e em um camarote da Marquês de Sapucaí, no Carnaval do Rio de Janeiro. As diárias do hotel custam a partir de 3. 200 reais.

Não há provas concretas de que Nunes Marques tenha votado em casos do Banco Master ou proferido decisões em benefício da instituição. Uma mensagem, porém, registra a comemoração de Camila pelo voto do ministro em uma ação que deixou de aplicar uma jurisprudência que poderia influenciar processos do banco.

Antes da sessão de julgamento do dia 15 de setembro, mensagens também indicaram que Kevin Marques teria sido contratado por Vorcaro por 500.000 reais mensais.

O que diz o ministro

Na sessão que analisou se seriam julgados os vínculos de Alexandre de Moraes com o Banco Master, Nunes Marques declarou-se impedido por ocupar a presidência do TSE. Ele afirmou que a função poderia comprometer seu trabalho à frente do processo eleitoral e deixou o plenário.

Na nota, o ministro disse que nunca votou a favor de Vorcaro ou do Banco Master, nunca autorizou ninguém a falar em seu nome e nunca trocou mensagens com o banqueiro.

Sobre o processo relacionado à usina, Nunes Marques afirmou que estava impedido por anotação da Secretaria, porque havia decidido o caso como vice-presidente do TRF-1. Depois, concluiu que tecnicamente não estava impedido, pediu a retificação e votou. Segundo a nota, tratava-se de uma tese ampla, aplicável a diversas empresas, e não de uma ação sobre o Banco Master.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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