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ONU cobra reforço na fiscalização contra trabalho escravo no Brasil
Foto: John Lamparski/Bloomberg/Getty Images
Política

ONU cobra reforço na fiscalização contra trabalho escravo no Brasil

Relatório aponta falta de recursos e de auditores-fiscais, principalmente para ações em áreas rurais e remotas.

A Organização das Nações Unidas cobrou do Brasil o reforço da fiscalização contra formas contemporâneas de escravidão, enquanto o presidente Lula denunciou o tráfico transatlântico como crime contra a humanidade durante a abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, 22.

Em documento apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, em 11 de setembro, a relatoria especial sobre formas contemporâneas de escravidão reconheceu que o país tem um conjunto robusto de leis. O relatório, porém, apontou falhas na fiscalização, sobretudo em áreas rurais e remotas.

A ONU afirma que faltam investimentos estatais para supervisionar de maneira efetiva as relações de trabalho. A estrutura, segundo o documento, é afetada pela escassez de recursos financeiros, tecnológicos e de pessoal.

Mais de 80% das pessoas resgatadas em condições análogas à escravidão são negras, de acordo com o relatório. Para a relatoria, a dificuldade de fiscalização mantém a vulnerabilidade de grupos historicamente marginalizados.

Quadro de auditores

A recomposição do quadro de auditores-fiscais do trabalho aparece como um dos principais pontos da cobrança. Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos têm informado a interlocutores que o governo federal não prevê ampliar o quadro de pessoal.

A posição distancia o discurso feito por Lula na ONU de medidas concretas para erradicar o problema, conforme a avaliação apresentada no documento.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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