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Pastores defendem Flávio Bolsonaro após debate sobre Nossa Senhora Aparecida
Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/AFP
Política

Pastores defendem Flávio Bolsonaro após debate sobre Nossa Senhora Aparecida

Nota do CIMEB afirma que não há proposta do candidato para retirar o título de Padroeira do Brasil e acusa Lula de explorar o episódio.

Uma nota assinada por catorze líderes evangélicos saiu em defesa de Flávio Bolsonaro (PL) após a circulação de informações que associavam o candidato a uma possível retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O documento acusa Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados de usar a informação para criar conflito entre católicos e evangélicos.

A manifestação foi divulgada pelo Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), que declara reunir mais de 10. 000 pastores. Entre os signatários estão Silas Malafaia, César Augusto, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes, Samuel Câmara, Galdino Júnior, Jabes de Alencar, Teo Hayashi, Cláudio Duarte, Luiz Hermínio, Ezequiel Teixeira, Paulo Roberto, Marcus Gregório e Simonton Araújo.

“Evangélicos e católicos vivem em paz”, diz o texto. Os pastores também negam a existência de articulação para cancelar feriados ou cultos de outras religiões. Segundo a nota, Lula e seus apoiadores utilizam o episódio para “atingir um adversário político” e “promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos”.

A associação de Flávio ao tema surgiu em publicações nas redes sociais. O projeto mencionado foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victorio Galli e arquivado em 2008. Não há registro de proposta de Flávio com esse objetivo, e o candidato negou a informação.

A discussão também foi relacionada a uma declaração feita por Flávio em agosto. Em um vídeo, ele afirmou que, se eleito presidente, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A fala não apresenta uma proposta para retirar o título atribuído a Nossa Senhora Aparecida.

O caso chegou à Justiça Eleitoral. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que tratavam a informação como verdadeira. Depois, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão sobre uma publicação específica do humorista Antonio Tabet, por considerar que a remoção não estava suficientemente justificada.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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