O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pediu vista nesta terça-feira (8) no julgamento que analisa o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Com a interrupção, a proclamação do resultado pelo colegiado será adiada.
Antes do pedido, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques anteciparam os votos e seguiram o relator, André Mendonça, favorável ao afastamento. A maioria da Segunda Turma foi formada, mas os ministros ainda podem modificar suas posições quando o processo voltar à análise.
Afastamento continua válido
A medida segue em vigor por ter sido determinada em caráter liminar. Gilmar Mendes tem até 90 dias para devolver o processo e liberar o julgamento. A análise ocorre em sessão virtual, modelo em que os ministros registram os votos na página eletrônica do processo dentro de um prazo.
Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do delegado Leandro Almada, que ocupava o cargo de diretor de Inteligência Policial da PF. Também ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal abra investigações penais e administrativo-disciplinares.
O objetivo é esclarecer quem determinou e quem produziu relatórios de inteligência, além de verificar quando os documentos foram elaborados e se existem outros semelhantes. A decisão cita possível monitoramento da atuação de Mendonça e de outras autoridades, entre elas o advogado-geral da União, Jorge Messias.
De acordo com Mendonça, os relatórios teriam exposto a Alexandre de Moraes e a terceiros informações sobre processos que tramitavam sob segredo de justiça. O caso envolve ainda referências à condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS. A decisão afirma que o monitoramento teria ocorrido por mais de 30 dias.








