O PT publicou nesta quinta-feira (10) uma resolução interna com propostas para mudar o funcionamento do sistema de Justiça. O documento defende a criação de cadeiras para representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de mandatos para integrantes das cortes superiores.
A sigla também propõe o fim dos supersalários, dos penduricalhos e dos privilégios. Entre as medidas citadas estão a criação de códigos de ética e de tipos penais mais duros para corrupção, peculato e tráfico de influência praticados por integrantes do sistema de Justiça.
O texto sugere ainda o início do debate sobre mandatos nas cortes superiores e quarentenas mais rígidas. Também defende critérios raciais e de gênero para nomeações em tribunais, o fortalecimento da Justiça trabalhista e a universalização da Defensoria Pública.
Crise no STF
Na resolução, o PT afirma que existe uma crise na Suprema Corte brasileira e menciona uma disputa interna que estaria sendo acompanhada pela sociedade. O partido declara confiança no presidente do STF, ministro Fachin, para acelerar e conduzir as apurações.
“Diante da disputa clara na Corte, confiamos na autoridade de seu presidente, ministro Fachin”, afirma o documento. A sigla também defende que as investigações sejam realizadas com transparência e sem privilégios.
A Executiva Nacional do PT foi convocada para uma reunião nesta quinta-feira (10), com discussões sobre a crise no STF, os impactos na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e as medidas de reação.
Estratégia eleitoral
O partido avalia que a conjuntura mudou após o início da crise e que é necessário reorganizar a campanha diante dos resultados pessimistas das pesquisas. A estratégia prevê discursos mais intensos e maior foco em segurança pública e educação, com destaque para ações do governo Lula e comparações com o governo Bolsonaro.
O PT também pretende ampliar as ações nas ruas, mobilizar a militância e destacar que Lula permanece à frente de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. A mudança deve incluir o tom dos programas de rádio e TV da propaganda eleitoral.








