São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
STF manda compartilhar provas de apuração sobre filme ligado a Bolsonaro
Foto: Sergio Lima/AFP
Política

STF manda compartilhar provas de apuração sobre filme ligado a Bolsonaro

Flávio Dino determinou que materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo sejam enviados à Polícia Federal e deixou o caso público.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fim do sigilo sobre os materiais encaminhados pela Justiça de São Paulo em uma investigação envolvendo a Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.

A decisão alcança dados extraídos de celulares e de outros equipamentos recolhidos durante a apuração. Dino também ordenou o envio à Polícia Federal de todo o conteúdo bruto obtido pela Polícia Civil de São Paulo, inclusive o que ainda passa por perícia.

Provas e transferência para a PF

O secretário de Segurança de São Paulo deverá entregar os celulares, computadores e demais documentos apreendidos à custódia da Polícia Federal, seguindo as medidas previstas no Código de Processo Penal. O ministro autorizou ainda a solicitação de Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo investigado em 1º de junho. A Polícia Federal havia pedido o compartilhamento do material, mas a transferência não tinha sido concluída porque parte dos dados ainda dependia de extração pericial.

Apurações reunidas

O caso está registrado na PET 16.669 e deriva da PET 16.070, procedimento relacionado a questionamentos sobre transparência e rastreabilidade na execução de emendas parlamentares federais destinadas a empresas localizadas em São Paulo. Em decisão anterior, Dino havia assumido a condução de um inquérito da Polícia Civil paulista, citando indícios de ligação entre as apurações e a presença de um deputado federal entre os investigados.

Os elementos reunidos mencionam um circuito financeiro que envolveria empresas, entidades e pessoas físicas relacionadas ao uso de recursos públicos. A investigação cita operações entre a Complexsys, o Instituto Conservação Brasil (ICB), a Associação Nacional de Cultura (ANC) e o deputado federal Mário Frias. Para a Polícia Federal, os movimentos podem apontar para circulação, divisão e ocultação de valores.

Segundo a decisão, as transações atribuídas a Frias e à Go Up seriam incompatíveis com os rendimentos declarados e com os créditos encontrados nas contas do deputado. O documento ressalva que essa é uma hipótese investigativa e registra a atribuição de um papel de liderança a Frias nessa suposta estrutura.

Os autos também fazem referências a possíveis conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Para Dino, vínculos financeiros, societários, pessoais e relacionados aos fatos indicam que as frentes podem integrar um mesmo sistema. A decisão afirma que a condução separada poderia dificultar a análise do conjunto, atrasar o acesso às provas e repetir diligências.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5