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Debate aponta desgaste do STF após sessão sobre mensagens de Moraes
Foto: Entenda o que o STF vai discutir no plenário em 15 de setembro
Política

Debate aponta desgaste do STF após sessão sobre mensagens de Moraes

José Eduardo Cardozo e Leonardo Bortoletto divergiram sobre a condução dos processos analisados pelo Supremo Tribunal Federal.

O Supremo Tribunal Federal terminou uma sessão extraordinária sob críticas à condução do julgamento de um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A análise foi interrompida depois que o ministro Flávio Dino pediu vista.

O caso foi debatido por Leonardo Bortoletto e pelo comentarista José Eduardo Cardozo no programa O Grande Debate, exibido de segunda a sexta-feira, às 23h. A discussão ocorreu na terça-feira (15), com foco na avaliação de que o tribunal teria saído fragilizado da sessão.

Cardozo considerou que houve falhas jurídicas e estratégicas na condução do processo. Na avaliação dele, procedimentos relacionados aos mesmos fatos deveriam ter sido examinados em conjunto, em vez de serem divididos em etapas diferentes.

Para o comentarista, a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e apoiada por Flávio Dino estava correta. Ele também defendeu uma apuração abrangente sobre todos os ministros que possam, em tese, ter cometido irregularidades, sem concentrar as investigações em poucos nomes.

“A questão de ordem levantada por Gilmar Mendes e defendida por Flávio Dino era correta”, afirmou Cardozo. Ele criticou ainda a politização das apurações e disse que a forma como o processo foi conduzido acabou ampliando as disputas políticas.

Divergência sobre os processos

Bortoletto concordou com a necessidade de investigar todos os fatos, mas rejeitou a ideia de reunir as acusações em um único processo. Para ele, os casos têm gravidades e classificações penais diferentes, o que poderia provocar novos conflitos.

O empresário avaliou que o plenário foi marcado por falta de decoro e postura. Também afirmou que esperava uma sessão diferente, considerando o caráter inédito do julgamento, e disse ter visto uma disputa política aberta em um espaço que deveria ser jurídico.

“As acusações são de um rigor e de uma tipificação muito mais grave uma que a outra”, argumentou Bortoletto. Na avaliação dele, misturar os casos poderia gerar novos impasses no tribunal.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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