Dor no peito, controle dos fatores de risco e acompanhamento médico regular são os principais cuidados destacados por cardiologistas para a saúde cardiovascular. As orientações foram apresentadas por Ludhmila Hajjar e Alexandre Abizaid, em conversa com o Dr. Roberto Kalil.
Dor no peito exige atendimento
Ludhmila Hajjar afirmou que qualquer dor no peito deve ser tratada como uma emergência. “Dor no peito é igual procurar um serviço de emergência”, disse a cardiologista, professora titular de Emergências da FMUSP.
No hospital, o paciente precisa ser monitorado imediatamente, porque o ritmo cardíaco pode mudar em segundos, evoluir para uma arritmia grave e levar a uma parada cardíaca. Alexandre Abizaid, professor titular de Cardiologia da FMUSP, explicou que, nesses casos, o desfibrilador é essencial para tentar restabelecer o ritmo do coração.
Ludhmila também defendeu a ampliação da presença de desfibriladores fora dos hospitais e o treinamento de pessoas para realizar esse atendimento.
Controle dos fatores de risco
O segundo cuidado é controlar as condições que aumentam o risco cardiovascular. Entre as orientações estão manter uma alimentação adequada, combater o estresse e o sedentarismo e seguir o tratamento com medicamentos quando necessário.
A cardiologista citou pessoas hipertensas, diabéticas e obesas ao destacar que existem tratamentos para essas condições. O controle deve fazer parte da rotina, mesmo quando não há sintomas aparentes.
Check-up e detecção precoce
O terceiro alerta é a realização de check-ups regulares para identificar precocemente a aterosclerose. De acordo com Ludhmila, pessoas sem sinais de doença cardiovascular podem apresentar placas de gordura nos vasos sanguíneos.
A detecção durante o acompanhamento médico permite adotar medidas de prevenção. A especialista recomendou manter um médico de confiança e realizar avaliações periódicas: “Tenha um médico, procure um médico, faça check-up”.
O programa com as orientações foi anunciado para este sábado (19), às 19h30.








