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Brasil confirmou 547 casos de Creutzfeldt-Jakob entre 2005 e 2021
Foto: @lito/Instagram/Reprodução
Saúde

Brasil confirmou 547 casos de Creutzfeldt-Jakob entre 2005 e 2021

Doença teve 1.576 suspeitas notificadas no período, mas diagnóstico é difícil e pode ser confundido com outras doenças.

O Brasil confirmou 547 casos da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) entre 2005 e 2021, segundo dados do Ministério da Saúde. No período, foram registradas 1.576 notificações suspeitas em todo o país.

A doença passou a fazer parte da Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória em 2005. Com isso, médicos, profissionais e serviços de saúde precisam informar os diagnósticos às autoridades sanitárias.

São Paulo concentrou o maior número de suspeitas, com 512 registros, o equivalente a 32,5% do total. Paraná teve 189 notificações, e Minas Gerais, 158.

Entre os casos confirmados, São Paulo também aparece na primeira posição, com 202 registros, ou 37% do total. Minas Gerais teve 57 confirmações, enquanto o Paraná registrou 44.

Dificuldade de confirmação

A DCJ pode ser confundida com doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, o que pode levar à subnotificação. Além disso, exames definitivos são pouco comuns por causa dos riscos relacionados à doença.

A maior parte dos casos é tratada como suspeita a partir dos sintomas e de exames de imagem. A confirmação exige uma biópsia do cérebro, geralmente realizada após a morte, procedimento que muitas vezes não é feito.

A doença é causada por príons, estruturas compostas exclusivamente por proteínas que podem provocar alterações cognitivas e de movimento. Não há tratamento conhecido para a DCJ.

Cerca de 90% dos pacientes morrem em até um ano após o início dos sintomas. Aproximadamente 85% dos casos surgem espontaneamente, sem explicação clara, e quase todos os demais têm origem hereditária.

Há registros raríssimos de profissionais de saúde que contraíram a doença após manusear equipamentos infectados usados no cérebro de pacientes. Também existem casos muito raros associados ao consumo de carne contaminada pela doença análoga à chamada vaca louca. No Brasil, não há caso conhecido de DCJ originado da alimentação.

A morte do influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, aos 59 anos, ocorreu na noite de quinta-feira (1º), poucas semanas após o diagnóstico da doença.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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