O diabetes mellitus também pode afetar cães. A doença ocorre quando o pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente, impedindo que a glicose do sangue entre nas células para ser transformada em energia. Com isso, o açúcar se acumula na corrente sanguínea e provoca hiperglicemia.
A condição pode surgir em qualquer idade, mas o diagnóstico é mais frequente entre 4 e 14 anos, com maior incidência entre 7 e 10 anos. As fêmeas são aproximadamente duas vezes mais afetadas do que os machos. Em cães, a forma mais comum é o diabetes tipo 1, marcado pela produção insuficiente ou pela ausência de insulina endógena.
Sinais e diagnóstico
Os principais sintomas são polidipsia, que é a sede excessiva; poliúria, caracterizada pelo aumento da frequência e do volume da urina; polifagia, quando o animal sente fome de maneira constante; e perda rápida de peso. Mesmo comendo mais, o cão pode emagrecer porque o organismo passa a utilizar tecidos de gordura e músculo em busca de energia.
A poliúria pode fazer o animal urinar mais vezes durante o dia e em maior quantidade. Em alguns casos, o cão pode perder o controle e urinar dentro de casa. A sede aumenta porque o excesso de glicose eliminado pela urina leva grandes volumes de água.
A observação dos sinais começa em casa, mas a confirmação deve ser feita por um médico veterinário. Para confirmar a suspeita e descartar outras doenças, podem ser solicitados hemograma, perfil bioquímico sérico e análise de urina. Além da hiperglicemia, o perfil bioquímico pode indicar aumento das enzimas hepáticas ALT, ou alanina aminotransferase, e FA, ou fosfatase alcalina.
Entre os fatores que aumentam o risco estão predisposição genética, obesidade, pancreatite, infecções e estresse. A pancreatite é uma inflamação que destrói o tecido do pâncreas responsável pela produção de insulina.
Tratamento
O diabetes canino é crônico e requer tratamento e monitoramento ao longo da vida. O objetivo é manter a glicose do sangue estável, eliminar os sintomas e prevenir complicações.
As injeções de insulina são a base do tratamento. A dose e a frequência variam conforme cada caso e devem ser ajustadas pelo veterinário a partir de exames periódicos, que mostram como o organismo do cão processa o açúcar.
Também é recomendada uma dieta regular e de alta qualidade, com rações específicas para cães diabéticos, ricas em fibras solúveis e insolúveis e em carboidratos complexos. Esse tipo de alimentação ajuda na perda de peso de animais obesos e retarda a absorção intestinal de açúcar.
A prática diária de exercícios físicos, de preferência sempre no mesmo horário, contribui para o controle do peso e favorece a redução da glicose ao melhorar a absorção da insulina. Se o cão apresentar os sinais, especialmente em conjunto, é recomendado buscar avaliação veterinária.








