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Estudo em camundongos liga sucralose e stevia a alterações metabólicas herdadas
Foto: /Wikimedia Commons
Saúde

Estudo em camundongos liga sucralose e stevia a alterações metabólicas herdadas

Pesquisa preliminar encontrou mudanças no metabolismo e na microbiota de roedores até a terceira geração, mas não permite conclusões sobre humanos.

Um estudo com camundongos associou o consumo de sucralose e stevia a alterações no metabolismo que permaneceram por até duas gerações seguintes. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores chilenos e publicada em abril deste ano na revista científica Frontiers in Nutrition.

Os resultados não permitem afirmar que o mesmo efeito ocorra em seres humanos. Os próprios pesquisadores apontam limitações no desenho do estudo e defendem a realização de novas pesquisas sobre a segurança desses produtos, principalmente durante a idade reprodutiva.

Como o experimento foi feito

Os animais foram divididos em três grupos. Um recebeu apenas água; os outros consumiram água com sucralose ou stevia. Depois, os roedores foram cruzados para gerar uma nova geração, e os descendentes também se reproduziram. As gerações seguintes não consumiram os adoçantes.

Na 20ª semana de idade, os animais foram avaliados quanto à tolerância à glicose, à expressão de genes associados à inflamação, à barreira intestinal e ao metabolismo do fígado. Também foram analisadas a microbiota fecal e a concentração de ácidos graxos de cadeia curta produzidos por bactérias intestinais.

Alterações foram observadas em todos os grupos e permaneceram pelo menos até a segunda geração. Na composição da microbiota, 38% das mudanças provocadas pela sucralose chegaram à terceira geração. Com a stevia, esse índice foi de 54,5%.

Limitações

A principal restrição é que o experimento foi realizado apenas com camundongos. Além disso, os pesquisadores não conseguiram separar os efeitos da exposição genética e gestacional daqueles relacionados ao ambiente após o nascimento e à lactação. Também não foi possível distinguir a influência do pai e da mãe nas gerações seguintes.

Os achados sugerem que o consumo dos adoçantes, inclusive antes da concepção, pode alterar de forma duradoura o metabolismo, a microbiota e a expressão de genes ligados à inflamação em animais. Ainda é necessário investigar se consequências semelhantes ocorrem em seres humanos e de que maneira.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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