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Lipedema exige avaliação médica e não deve ser confundido com celulite
Foto: Staras/Getty Images | Design e ilustração: Laura Luduvig/Veja Saúde
Saúde

Lipedema exige avaliação médica e não deve ser confundido com celulite

Celulite e gordura localizada são comuns, enquanto o lipedema depende de avaliação clínica e exclusão de outras condições.

A presença de celulite, gordura localizada ou maior volume nas coxas e nos quadris não é suficiente para indicar lipedema. A condição é crônica, afeta predominantemente mulheres e pode causar dor, sensibilidade, hematomas frequentes, sensação de peso e aumento desproporcional do volume, principalmente nas pernas.

A maior exposição do lipedema nas redes sociais ajudou mulheres a buscar atendimento para sintomas antes ignorados, mas também aumentou o risco de autodiagnóstico e de tratamentos desnecessários. A celulite, tecnicamente chamada de lipodistrofia ginoide, provoca ondulações e depressões na pele e é comum. Ela não significa que a pessoa tenha lipedema.

Diferenças e diagnóstico

No lipedema, a avaliação considera um conjunto de características. A distribuição do tecido adiposo costuma ser desproporcional e simétrica nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Dor e desconforto nas áreas afetadas também são aspectos importantes. Sensibilidade aumentada, peso nos membros e facilidade para formar hematomas podem aparecer. Mãos e pés, classicamente, tendem a ser poupados.

Nem todos os sinais estão presentes da mesma forma em todas as pacientes. O diagnóstico pode ser difícil porque há sobreposição com obesidade, linfedema, doença venosa e variações normais da distribuição de gordura corporal.

Não existe exame de sangue, marcador ou método de imagem que, sozinho, confirme o lipedema. O diagnóstico é clínico e depende da história da paciente, do exame da distribuição do tecido adiposo, da avaliação dos sintomas e da exclusão de outras condições. Exames complementares podem ser solicitados para investigar diagnósticos diferenciais, mas não costumam fornecer, isoladamente, um resultado positivo ou negativo para a doença.

Em 2025, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular publicou o Consenso Brasileiro de Lipedema, com recomendações sobre diagnóstico e tratamento. Em 2026, um consenso internacional reforçou a necessidade de padronizar os critérios da doença.

Riscos do autodiagnóstico

O lipedema foi historicamente confundido com obesidade ou atribuído ao peso da paciente. Por outro lado, considerar qualquer celulite ou acúmulo de gordura como doença pode fazer mulheres saudáveis enxergarem características comuns do corpo como um problema médico.

O tratamento pode envolver compressão, fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar. Em pacientes criteriosamente selecionadas, também podem ser considerados procedimentos cirúrgicos. A indicação não deve ocorrer apenas porque a aparência das pernas se parece com imagens vistas na internet.

O Consenso Brasileiro de Lipedema destaca a importância do tratamento conservador e da abordagem multidisciplinar, com estratégia definida conforme as características e os sintomas de cada paciente. A orientação é buscar avaliação médica para diferenciar alterações estéticas comuns de uma condição que exige diagnóstico e acompanhamento.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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